A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

29/11/2017 14:35

"Vigiado" por câmeras há 2 anos, bairro não se livra dos furtos

Há dois anos, foram instaladas câmeras de monitoramento na avenida dos Cafezais, mas resultado não foi conforme o esperado

Bruna Kaspary
Equipe da polícia chegou na fábrica às 10h (Foto: André Bittar)Equipe da polícia chegou na fábrica às 10h (Foto: André Bittar)

Mesmo após instalação de câmeras de monitoramento na Avenida dos Cafezais, roubos e assaltos continuam comuns na região do Paulo Coelho Machado, na região sul de Campo Grande. Nesta madrugada uma fábrica de uniformes foi invadida pela segunda vez em menos de um ano e o relato na região é de criminalidade constante.

Segundo João Miguel Pinto Costa, proprietário da fábrica, foram levados uma televisão, que ficava no refeitório, e um chuveiro. "Ele entrou pelo muro e arrombou a janela, deve ser o mesmo cara que entrou aqui no começo do ano". O ladrão ficou aproximadamente três horas na empresa.

 

Assaltante arrombou janela para roubar TV (Foto: André Bittar)Assaltante arrombou janela para roubar TV (Foto: André Bittar)
Ladrão arrombou grade para entrar na empresa (Foto: André Bittar)Ladrão arrombou grade para entrar na empresa (Foto: André Bittar)

Para ele, o maior problema não são os danos materiais, e sim a insegurança da região. "Eu tenho seguro da empresa, mas preciso fazer o boletim de ocorrências. Chamei a polícia às 7h e até agora não vieram", lamenta. Uma viatura da Polícia Militar chegou no local por volta das 10h.

Há nove anos na avenida, Darlene Santana Barbosa, 56, teve a farmácia assaltada 32 vezes. "Eu falo assim: Quem ainda não foi assaltado aqui, vamos dar um carro zero km, porque é um milagre isso".

Ela afirma que a solução para que deixasse de ser assaltada foi mudar o local da farmácia. "Esses assaltos aconteceram quando eu estava lá para baixo, quando vim aqui para o começo da rua não fui mais assaltada", conclui.

Darlene lembra que o principal alvo dos assaltantes são os celulares, e eles não cometem os crimes somente em comércios.

A vendedora Bárbara Cristina, de 35 anos, nunca presenciou um assalto à loja em que ela trabalha, mas na rua, já teve o celular levado. "Eu estava no ponto de ônibus quando fui roubada.

Só comprei outro celular quando comecei a trabalhar aqui, porque moro do lado e não corro risco", comenta.

A dona da Loja que Bárbara trabalha, Márcia Adriana, de 45 anos, lembra que a loja foi arrombada pelo menos duas vezes, e em uma terceira entraram quando o estabelecimento estava aberto. "Eles levaram muitos tênis, até parei de trabalhar com tênis por conta disso".

Monitoramento – Os três comerciantes afirmaram que apesar do sistema de monitoramento por câmeras, ainda há muitos casos de assaltos, roubos e arrombamentos à comércios e residências da região. "Melhorou, mas não foi o que a gente esperava", lamenta Darlene.

De acordo com a Polícia Militar, responsável pelo sistema de monitoramento, as câmeras foram implantadas em 2015, e tem como principal objetivo a prevenção de crimes. As imagens são usadas como base para rondas das equipes da polícia, que, quando flagra atitudes suspeitas, encaminha viaturas para o local.

Direto das ruas - A sugestão sobre a reportagem chegou ao Campo Grande News por meio do canal Direto das Ruas. Sugestões de pautas podem ser enviadas pelos canais de interação entre a redação e o leitor. Quem tiver flagrantes, sugestões, notícias, fotos, áudios e vídeos, pode colaborar no WhatsApp pelo número (67) 99955-2040, pela ferramenta Fale Conosco ou por mensagem enviada via Facebook.

Confira abaixo o vídeo da ação do assaltante na fábrica de uniformes:

 



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions