Dólar cai a R$ 5,17 e Ibovespa encerra sequência de 11 quedas
Moeda recua 0,87%, enquanto bolsa sobe 0,90% em dia de alta do petróleo no exterior
O dólar comercial fechou esta quarta-feira (19) em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,1761 no mercado brasileiro. A moeda recuou em um pregão marcado pela alta do petróleo e pela tensão entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,90% e terminou aos 167.830 pontos.
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O dólar comercial fechou esta quarta-feira (19) em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,1761, enquanto o Ibovespa subiu 0,90%, aos 167.830 pontos, interrompendo 11 quedas consecutivas. No exterior, o petróleo avançou com tensões entre EUA e Irã, e a ata do Fed sinalizou possível alta de juros. No Brasil, saída de estrangeiros supera R$ 13 bilhões em agosto.
Com o resultado, o dólar acumula alta de 2,10% em agosto. Apesar do avanço no mês, a moeda norte-americana registra queda de 5,70% desde o início do ano. O dólar turismo fechou cotado a R$ 5,372, com recuo de 0,91%.
A bolsa brasileira interrompeu uma sequência de 11 quedas consecutivas nesta quarta-feira. O Ibovespa acumula perda de 5,71% em agosto e valorização de 4,16% no ano. A saída de recursos estrangeiros, as incertezas eleitorais e as preocupações com as contas públicas continuam no radar dos investidores.
No exterior, o mercado acompanhou uma nova alta do petróleo diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência internacional, avançou 0,48% e terminou cotado a US$ 91,46. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu 0,80%, para US$ 85,62.
Investidores também avaliaram a ata da última reunião do Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos. O documento mostrou maior preocupação dos dirigentes com a inflação e indicou que uma alta dos juros pode ser necessária caso os preços não avancem em direção à meta de 2%. A instituição manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% na última reunião.
No Brasil, o mercado também acompanhou as incertezas sobre as contas públicas e o cenário eleitoral. A saída de recursos estrangeiros da bolsa já supera R$ 13 bilhões em agosto. A taxa básica de juros permanece em 14% ao ano.


