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Economia

Dólar sobe para R$ 5,02 com petróleo em alta no exterior

Ibovespa avançou 0,94% aos 206.220 pontos, puxado pela valorização das ações da Petrobras

Por Gustavo Bonotto | 08/10/2026 19:09
Dólar sobe para R$ 5,02 com petróleo em alta no exterior
Cédula do dólar, moeda estadunidense. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial subiu 0,27% nesta quinta-feira (8) e fechou cotado a R$ 5,0242 no mercado brasileiro, em um pregão marcado pela alta do petróleo diante das tensões no Oriente Médio, pelos novos dados de emprego dos Estados Unidos e pela expectativa por pesquisas eleitorais no Brasil.

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O dólar comercial subiu 0,27% nesta quinta-feira, dia 8, e fechou a R$ 5,0242, em meio à alta do petróleo por tensões no Oriente Médio, a dados de emprego dos Estados Unidos e à expectativa por pesquisas eleitorais. A moeda acumula queda de 3,67% na semana e de 8,46% no ano. O Ibovespa avançou 0,94%, aos 206.220 pontos, com a Petrobras valorizada em mais de 3%. O Brent subiu 3,93%, a US$ 104,13, após ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.

No câmbio turismo, a moeda avançou 0,2% e terminou a R$ 5,214. O dólar comercial acumula queda de 3,67% na semana, 2,90% em outubro e 8,46% desde o início do ano.

O Ibovespa subiu 0,94% e encerrou o dia aos 206.220 pontos, impulsionado pela valorização de mais de 3% das ações da Petrobras. O principal índice da B3 acumula avanço de 7,34% na semana, 10,67% no mês e 27,99% no ano.

No Brasil, o mercado também continuou a ajustar posições depois da forte valorização registrada na segunda (5), primeiro pregão seguinte ao primeiro turno. Nos Estados Unidos, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 2 mil e chegaram a 197 mil na semana encerrada em 3 de outubro. O resultado mostrou resistência do mercado de trabalho e entrou nas avaliações sobre os próximos passos do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) para os juros.

Taxas americanas mais altas por mais tempo tendem a aumentar a atratividade dos títulos dos Estados Unidos e podem reduzir o fluxo de recursos para economias como a brasileira. Por isso, indicadores de emprego e inflação do país são acompanhados pelo mercado para estimar futuras decisões do Fed.

Já no petróleo, novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz e notícias sobre a possibilidade de novas ações militares dos Estados Unidos contra o Irã aumentaram a preocupação com a oferta global. O estreito é uma das principais rotas de transporte da commodity no mundo.

Perto das 17h, o Brent avançava 3,93%, cotado a US$ 104,13 por barril, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) subia 3,48%, para US$ 91,35.