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Economia

Folha de junho está certa, mas MS precisa de socorro para julho

Governo tem reserva para pagar salário em junho, mas conta com auxílio federal para manter próximos pagamentos em dia

Por Anahi Zurutuza | 26/05/2020 16:11
Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) durante reunião entre governadores e presidente, em sala virtual, na semana passada (Foto: Governo de MS/Divulgação)
Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) durante reunião entre governadores e presidente, em sala virtual, na semana passada (Foto: Governo de MS/Divulgação)

Os salários dos 75 mil servidores estaduais ativos e inativo estarão na conta até o 5º dia útil. Palavra do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Em entrevista ao Campo Grande News, o chefe do Executivo estadual disse ter feito reserva de recursos para honrar a folha de junho. Reinaldo admitiu, contudo, que o socorro financeiro do governo federal será determinante para garantir os pagamentos de julho e dos próximos meses.

“Como a gente sempre trabalhou com alguma reserva, acho que ainda é possível [pagar os salários em dia], mas sem os recursos [auxílio emergencial para estados e municípios, cada dia que passa, a coisa fica mais apertada”.

Em videoconferência na semana passada, como porta-voz dos 27 gestores de unidades da federação, Reinaldo pediu que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionasse o quanto antes projeto aprovado pelo Congresso que prevê R$ 60 bilhões em recursos para estados e municípios brasileiros.

Para Mato Grosso do Sul, está previsto montante de R$ 620 milhões. Apesar dos recursos não serem suficientes para repor todas as perdas de receita – que já passam de R$ 1 bilhão, segundo o governo –, servirão como fôlego, para manter a folha de pagamento em dia, quitar débitos com prestadores de serviços e tocar investimentos, principalmente os da saúde.

“A gente fez um pedido da sanção do projeto como um todo, porque alguns [estados] já estão na UTI, outros em leitos clínicos e outros indo para o hospital. Ou seja, está ruim para todos. Nossa expectativa é que ele sancione até amanhã, mas pelo posicionamento do presidente, que também tem espírito federativo, não tenho dúvida que ocorrerá e que ele vai agilizar o pagamento da primeira parcela”.