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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

01/02/2017 14:59

Prefeitura vê em terminal intermodal chance de alavancar indústria

Priscilla Peres
Obras de intermodal estão 95% concluídas.
(Foto: ParkX)Obras de intermodal estão 95% concluídas. (Foto: ParkX)

A prefeitura está otimista em concluir o intermodal de cargas em Campo Grande e, assim, retomar o processo de industrialização do município. O projeto iniciado há 10 anos está com 95% das obras concluídas, mas depende de vários fatores para realmente funcionar como um Porto Seco e destravar a logística do Estado.

A chefe da Central de Projetos, Catiana Sabadin, esteve com o prefeito, Marquinhos Trad (PSB), ontem em Brasília e afirma que as obras do intermodal estão 95% concluídas, por meio de convênio com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

"Lá vai ser um ponto de atratividade para empresa instalar máquinas, vai ter infraestrutura, pátios, já vai ter uma empresa para construir umas infraestrutura necessárias para armazenamento, cargas. Vai ter uma atratividade só pelo fato de ser um intermodal de cargas", conta Catiana, otimista.

Para ser um Porto Seco e ter maior importância logística para o Estado, é necessária a anuência da Receita Federal, que precisa instalar uma estação aduaneira dentro do intermodal. O que complica ainda mais a situação de Campo Grande, é que no ano passado o Tribunal de Contas da União autorizou a Receita a viabilizar um Porto Seco em Três Lagoas.

A decisão geraria dúvida sobre a viabilidade econômica de se ter dois Portos Secos no Estado. "A transformação em porto seco é o que realmente depende da anuência da Receita Federal, e ai o prefeito vai trabalhar politicamente para ver como conseguir", disse Catiana.

Comitiva da prefeitura no gabinete do senador Pedro Chaves; ao lado esquerdo do prefeito está o parlamentar e à direita o secretário de Governo Antônio Lacerda (Foto: Facebook/Reprodução)Comitiva da prefeitura no gabinete do senador Pedro Chaves; ao lado esquerdo do prefeito está o parlamentar e à direita o secretário de Governo Antônio Lacerda (Foto: Facebook/Reprodução)

Apesar da situação, a chefe da Central de Projetos acredita que existe demanda suficiente para ter um intermodal de cargas em Campo Grande, visto que "boa parte" da carga sai do Estado via porto de Paranaguá, sem passar por Três Lagoas. "Nós precisamos de um porto dentro do estado e Campo Grande é super centralizado nisso".

A ideia da prefeitura é estimular a política industrial, fomentando o intermodal. "Se a gente conseguir o Porto Seco, seria mais atrativo ainda. Mas ele tem viabilidade sim, sendo simplesmente um intermodal".

Outro entrave - Mas não é só essa a dificuldade para de tirar o projeto do papel. Para ser um intermodal eficiente, a estrutura teria que ligar diferentes modais, como transporte rodoviário, ferrovia e ter acesso para a hidrovia. Porém, o abandono da ferrovia em MS, por parte da concessionária Rumo ALL, é mais um desfio.

A empresa que tem a concessão da ferrovia em todo o país, paralisou as atividades em MS, travando assim, o intermodal de cargas que foi projetado em local estratégico, entre a ferrovia e a rodovia, para que fosse feito o transbordo de produtos de maneira ágil e eficiente.

"A ferrovia é uma questão importante que o governo federal vai ter que trabalhar com a Rumo ALL. Eu acredito que o próprio terminal intermodal pode ajudar a dar maior viabilidade para a ferrovia", conta Catiane ao afirmar que a relação com a ferrovia será cobrada do governo federal para que a empresa concessionada cumpra com suas obrigações.

Uma alternativa aos trens, segundo a representante da prefeitura, é trabalhar com as cargas e o aeroporto, devido ao acesso fácil. "A ideia era ligar todos os modais, trem, carga e avião também. Junto com uma política de industrialização do município, estudando uma cidade industrial, é toda uma política que tem que ser feita".

Ferrovia está com atividades paralisadas desde o ano passado. (Foto: Alcides Neto/Arquivo)Ferrovia está com atividades paralisadas desde o ano passado. (Foto: Alcides Neto/Arquivo)



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