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STF dá 15 dias para Soraya detalhar denúncia contra vice de Flávio

Por Fernanda Palheta e Kamilla Alcântara | 08/08/2026 07:00
STF dá 15 dias para Soraya detalhar denúncia contra vice de Flávio
 Soraya Thronicke (PSB) discursando durante evento (Foto: Instagram/Reprodução)

Mais explicações - A senadora por Mato Grosso do Sul Soraya Thronicke (PSB) terá de enviar mais informações ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a denúncia que levou à PF (Polícia Federal) envolvendo Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente de Flávio Bolsonaro (PL). O ministro Gilmar Mendes deu 15 dias para que ela forneça dados que ajudem a identificar autores de mensagens, além de informações sobre ligações telefônicas e outros elementos relacionados ao caso.

Acusação negada - Soraya e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) procuraram a PF em março após receberem informações sobre um suposto estupro de vulnerável envolvendo Gaspar. Alfredo Gaspar nega a acusação, afirma que não há provas contra ele e diz estar disposto a fazer exame de DNA. Ele também acionou o STF contra os dois parlamentares por causa das declarações feitas durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.

À espera do Cade - A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), voltou a afirmar que aguarda a análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para avançar nas tratativas envolvendo a venda do Consórcio Guaicurus ao Grupo HP. Segundo ela, qualquer manifestação do município sobre a operação ocorrerá somente depois da decisão do órgão federal. Sem esse aval, explicou, a negociação entre as empresas não pode ser concluída.

Só com mudanças - Mesmo com a aprovação do Cade, Adriane avisa que a troca de controle não será automática. A operação ainda dependerá da concordância da Prefeitura de Campo Grande, poder concedente do transporte coletivo. “Não basta trocar de dono a empresa. Eu não vou permitir que uma empresa de fora entre na Capital sem propor nenhuma mudança para o transporte de Campo Grande”, afirmou. Segundo a prefeita, o prazo médio de análise pelo Cade é de 60 dias.

Data de validade - Para se prevenir de reviravoltas no cenário político, o PT (Partido dos Trabalhadores) colocou uma espécie de “data de validade” em seu plano de governo para Mato Grosso do Sul. Antes mesmo de apresentar as propostas, o partido avisa que o documento foi elaborado considerando a realidade existente até 6 de julho de 2026. “É importante destacar que passará por acréscimos e ajustes ao longo do período de campanha. Trata-se de um documento vivo”, informa a página 2.

Contas irregulares - O TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) manteve, por unanimidade, a decisão que considerou irregulares as contas de gestão da Câmara Municipal de Campo Grande referentes a 2016. O Tribunal Pleno rejeitou recurso e manteve cinco apontamentos: falta de controle interno, uso de instituição financeira não oficial, inconsistências contábeis, divergência patrimonial e atraso no repasse de valores de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) e ISS (Imposto Sobre Serviços). A multa aplicada anteriormente também foi mantida.

Regras em revisão - A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) criou sete comissões para revisar regras de atuação dos policiais em situações que vão de abordagens nas ruas ao uso da força. Os grupos terão de 60 a 90 dias para atualizar procedimentos sobre revista pessoal, veicular e domiciliar, uso de algemas, armas de incapacitação, granadas, gerenciamento de crises e ocorrências com feridos ou mortos após intervenção policial.

Atendimento e força - Uma das comissões vai tratar especificamente do atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Outra ficará responsável pelas regras gerais sobre o chamado uso diferenciado da força. As sete portarias foram assinadas pelo comandante-geral Renato dos Anjos Garnes e substituem normas editadas em maio e junho. Fica a pergunta para a corporação: por que revisar tantos procedimentos simultaneamente e quais mudanças efetivamente deverão chegar às ruas?

Salgadinho milionário - A SAD (Secretaria de Estado de Administração) poderá gastar até R$ 1,19 milhão com pães e salgados para eventos durante um ano. Apesar da cifra, o cardápio é bem mais modesto: pão francês, pão mandi, enroladinho de muçarela e presunto, enroladinho de salsicha, mini pizza, saltenha de frango e esfiha de carne. A empresa registrada como fornecedora é a Campos Eventos e Comércio Ltda.

Em negociação - Durante a entrega de um novo andar do HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão), a presidente da unidade, Sueli Lopes Telles, revelou que estão em negociação recursos para a construção de mais duas alas: a pediátrica e o centro cirúrgico. Segundo ela, o hospital já apresentou pedidos à Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) e à Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 5 milhões.