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Educação e Tecnologia

Complexo de museus da UFMS une passado e futuro usando a tecnologia

Visita revela desde as primeiras pegadas humanas em MS até as possibilidades de origem do universo

Por Lucia Morel | 20/05/2026 16:08

Passado e futuro se fundem no complexo de museus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que mantém em Mato Grosso do Sul uma estrutura de primeiro mundo. O Muarq (Museu de Arqueologia) e o MCTU (Museu de Ciência e Tecnologia) unem realidade virtual e telas sensíveis ao toque para revelar desde as primeiras pegadas humanas em MS até as possibilidades de origem do universo e para onde podemos ir.

RESUMO

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O complexo de museus da UFMS, em Campo Grande, reúne tecnologia de ponta e conteúdo histórico regional. O Muarq e o MCTU oferecem realidade virtual, telas sensíveis ao toque e exposições sobre arqueologia sul-mato-grossense e ciências do universo. Durante a 24ª Semana Nacional de Museus, os espaços recebem visitas agendadas em grupo, com previsão de abertura ao público geral em julho, incluindo planetário e Parque da Ciência.

Nesta 24ª Semana Nacional de Museus, organizada em todo o País pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e que vai até 24 de maio, o Templo das Musas, em solo campo-grandense, é um exemplo do que Campo Grande tem construído de melhor.

A reportagem do Campo Grande News teve a oportunidade de ver de perto a beleza desses espaços e saiu de boca aberta diante da qualidade e da organização. Isso porque a tecnologia empregada não deixa nada a desejar em relação aos museus de grandes cidades brasileiras.

Complexo de museus da UFMS une passado e futuro usando a tecnologia

A pró-reitora de extensão, cultura e esporte da universidade,  Lia Raquel Toledo Brambilla não mede palavras para falar sobre o complexo, que traz à tona possibilidades diversas de aprendizado. “Este aqui é o tipo de negócio que valoriza a nossa terra e também mostra a capacidade que a gente tem de ensinar. Os conteúdos são nossos. Isso aqui tudo é de Mato Grosso do Sul”, se alegra.

Guia - A viagem começa em uma sala com tela gigante onde passa um filme sobre a história da UFMS. Em seguida, cada participante pode colocar óculos de realidade virtual para jogar um game cujo objetivo é cuidar do meio ambiente. As crianças adoraram!

Em seguida, entramos na Sala Universo, onde uma tela panorâmica aproxima as estrelas, os planetas, os asteroides e as galáxias. O vídeo ensina sobre as origens da vida, parte da história da humanidade até aqui e encerra questionando para onde ainda podemos ir.

Lá também há uma maquete do sistema solar com os planetas suspensos e uma mesa que reflete o que está em cima e óculos de realidade aumentada, com os quais é possível passear pelo espaço e “tocar” no universo.

Logo depois é hora de conhecer o que nos trouxe até aqui: nossos antepassados guerreiros e suas ferramentas feitas à mão. No Muarq, um livro gigante mostra as descobertas em cavernas na cidade de Alcinópolis, com desenhos rupestres que marcam a presença humana na região.

Na vitrine, peças arqueológicas encontradas nos últimos 27 anos em solo sul-mato-grossense estão expostas para comprovar a passagem de diferentes grupos humanos que povoaram o Estado no passado. Há ainda uma exposição sobre o contexto cultural dos indígenas agricultores ceramistas, datado de cerca de 1.500 anos.

Complexo de museus da UFMS une passado e futuro usando a tecnologia

Por fim, mais uma tela gigante mostra os diferentes animais que existiram ao longo das eras da Terra, como o tigre dente-de-sabre e a preguiça gigante.

Quem pode ir - Atualmente, os espaços recebem apenas visitas em grupo e agendadas. A expectativa é que em julho esteja tudo pronto para que os museus possam ser abertos para a população em geral.

A diretora de popularização da ciência da universidade, Patricia Colombo Mescolotti, explica que, além dos dois museus, a área destinada a aproximar o público do aprendizado científico conta ainda com o autocine, a livraria, que já está aberta e pode ser visitada todos os dias, e o Parque da Ciência, um espaço a céu aberto onde é possível brincar, interagir com os monumentos e conhecer como funcionam.

Complexo de museus da UFMS une passado e futuro usando a tecnologia

Ao fim de todas essas áreas de visitação, há ainda o planetário, que é a metade de um globo onde no teto são projetados o céu, a Terra, as galáxias e o que mais for possível.

Quer conhecer mais sobre esses espaços? Acesse os links a seguir: MCTU, Muarq, Parque da Ciência.

Confira a galeria de imagens:

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