Dia Livre de Impostos terá descontos de até 77% em Campo Grande
Campanha anual já tem a participação de nove empresas e data marcada para 28/05

O Dia Livre de Impostos chega, este ano, à oitava edição em Mato Grosso do Sul e à 19ª edição no Brasil. Ele é uma campanha coordenada pelas CDLs (Câmaras de Dirigentes Lojistas) em que o comerciante assume o pagamento da tributação de produtos e serviços, resultando em descontos para os clientes. A data será 28 de maio.
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A Federação das CDLs no Estado conseguiu nove adesões até agora em Campo Grande. Comerciantes dos segmentos de cosméticos e perfumaria, ferramentas, materiais para construção, vestuário, óculos e calçados, por exemplo, já confirmaram a participação. Confira quais:
- Passaletti - quatro lojas
- O Boticário - três lojas
- Mix Cosméticos - uma loja
- Alvorada - três lojas
- Soldamaq - sete lojas
- Ótica Diniz - uma loja
- Metatrom - uma loja
- Mega Jeans - uma loja
- Jati Vasos - uma loja
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Cada comércio terá, pelo menos, um produto com preço reduzido. O desconto pode chegar a 77,43%, percentual que equivale à carga tributária embutida num perfume importado.
Incremento - O Dia Livre de Impostos foi criado como protesto à alta carga tributária no Brasil, mas também funciona para incrementar as vendas nos comércios participantes, segundo a FCDL/MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul).
Uma das empresas que aderiram à campanha em anos anteriores chegou a vender 285 bicicletas na data, um aumento de 1.800% em relação à média diária, que era estimada em 15.
Na mesma empresa, os liquidificadores foram os campeões de venda: de 40 unidades em dias normais, saltaram para 651 no Dia Livre de Impostos (1.527,5% a mais).
A expectativa é mobilizar de 500 a 600 comércios em todo o Estado, seguindo a média das edições anteriores. As adesões seguem abertas até 20 de maio pelo WhatsApp da FCDL/MS, (67) 99637-0920.
Ano eleitoral e fim da escala 6x1- A presidente da FCDL/MS, Inês Santiago, afirma que a campanha de 2026 reforça que a elevada carga tributária deve ser combatida com boas escolhas de governantes nestas Eleições e defende que, antes de pautar o fim da escala de trabalho 6x1 no país, é preciso discutir a redução de impostos que corroem o salário do trabalhador.
"A carga tributária defasa os salários. A moto que o trabalhador compra para se transportar tem 65% de tributo. A casa que ele adquiriu com muita dificuldade tem um IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) altíssimo. Tudo o que ele consome na gôndola do supermercado tem uma carga tributária da ordem de 30 e 40%. É de alimento, do básico que nós estamos falando", exemplifica.
O presidente da CDL Campo Grande, Adelado Vila, acrescenta que a contraprestação de serviços pelo Estado deixa a desejar. "Você paga uma taxa cara e você tem uma pequena contraprestação. Tem problemas na saúde, educação, moradia, no transporte público", ele aponta.
Inês afirma que todo esse contexto provoca a fuga de empresas do Brasil. "Temos grandes empresários deixando o País e com isso diminui geração de emprego, distribuição de renda, trava mais a economia. Aqui na América do Sul, temos muitas indo para o Paraguai porque o ambiente de negócios no Brasil é muito nocivo, com uma carga tributária que ninguém suporta", conclui.
Ações - Em Campo Grande, a FCDL fará ações pelo Centro e num shopping divulgando a campanha com o mascote "Impostossauro", um boneco grande de pelúcia que representará o Estado "mordendo os impostos".
Apesar de não poder cortar os impostos sobre a energia elétrica, a concessionária Energisa vai participar do Dia Livre de Impostos oferecendo parcelamento de débitos em suas unidades de atendimento.
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