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Sabor

Eles largaram gráfica e pet shop para viver do queijo bem recheado

Após anos na cidade, o casal mudou para o interior e apostou de vez na produção artesanal

Por Natália Olliver | 05/05/2026 07:46
Eles largaram gráfica e pet shop para viver do queijo bem recheado
Após anos na cidade, casal mudou para o interior e apostou na produção artesanal (Foto: Natália Olliver)

Após mais de 10 anos dele em uma gráfica e dela administrando um pet shop, Celso de Brito Vargas, de 55 anos, e Roseneide dos Santos, de 53, largaram os trabalhos de uma vida para se aventurar fazendo queijo com bacon e calabresa. O negócio começou pequeno, mas o cardápio aumentou e agora até em feiras eles estão. Além dos diversos sabores salgados, versões doces dos queijos como doce de leite e goiabada já fazem parte da produção caseira.

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Celso Vargas, de 55 anos, e Roseneide dos Santos, de 53, abandonaram suas carreiras após mais de uma década para produzir queijos artesanais em Jaraguari. A mudança foi motivada pela depressão de Roseneide. O cardápio inclui queijos com bacon, calabresa, iogurtes e doce de leite. Os preços variam entre R$ 28 e R$ 55. Os produtos podem ser adquiridos na Feira Borogodó ou pelo telefone (67) 9843-4418.

Tudo é feito apenas pelos dois. Ela explica que a vontade de partir para essa área veio depois de ter depressão e resolver mudar de ares. O casal juntou as coisas e foi morar em um sítio, em Jaraguari. Ela começou a fazer queijo ainda em 2005, mas apenas 7 anos depois, mais ou menos, decidiram abandonar de vez os antigos trabalhos. Até então, eles estavam conciliando as duas atividades.

Eles largaram gráfica e pet shop para viver do queijo bem recheado
Eles largaram gráfica e pet shop para viver do queijo bem recheado
Roseneide e Celso começaram a fazer queijo com bacon, calabresa e azeitona (Foto: Arquivo pessoal)

“Primeiro eu fazia um queijo normal, aí uma amiga pediu para fazer com cebolinha. Eu tinha feito um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Lá aprendi que tinha que ser produtos desidratados, aí comecei a procurar coisas. Tem uns 2 anos que faço calabresa de bacon e os recheados doces”.

Hoje, o trabalho é dividido. Celso cuida da ordenha das cerca de 10 vacas, enquanto Roseneide assume a produção. O processo é totalmente artesanal. Por isso, a produção não é em larga escala. Apesar disso, eles garantem controle sobre o produto e aguardam a papelada para deixar a coisa ainda mais profissional.

“É a receita da família que foi sendo ensinada e fomos nos aperfeiçoando. Eu tiro leite e ela faz o queijo. O processo é todo artesanal. O iogurte e do requeijão demora mais um pouco. para ficar pronto. Estamos tentando nos encaixar em outras feiras da cidade. A gente vende de cliente em cliente. Queremos ficar parados e as pessoas virem até a gente. Ainda não temos condições de abrir um espaço físico aqui na cidade”, explica Celso.

Eles largaram gráfica e pet shop para viver do queijo bem recheado
Hoje produção conta até com doce de leite com maracujá (Foto: Natália Olliver)

Roseneide buscou qualificação para melhorar técnicas e ampliar a variedade. O resultado é uma produção que vai além do queijo tradicional e inclui versões com bacon, calabresa,  azeitona, além de opções recheadas com goiabada ou doce de leite, requeijão de corte e iogurtes em sabores como morango, maracujá, amora, abacaxi e ameixa.

Os preços são variados: os frescais saem a R$ 45 o quilo, os de meia cura chegam a R$ 55, as versões temperadas custam cerca de R$ 35 e o iogurte sai a R$ 28 o litro.

“Fiquei uns 10 anos com pet shop, fiquei depressiva e larguei. Eu trabalhava demais”. A situação teve impacto direto na saúde, e a saída foi também uma tentativa de mudar de ritmo, ainda que o campo traga outro tipo de exigência.

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A diferença, segundo ela, está no sentido do trabalho. Produzir algo com as próprias mãos, ver a reação de quem consome e manter um negócio próprio, mesmo pequeno, passou a fazer mais sentido do que a rotina anterior. “Eu amo o que eu faço. É de coração e, quando a pessoa gosta do que eu faço, eu fico muito feliz”.

Para comprar os produtos do casal, é possível ir até a Feira Borogodó ou entrar em contato pelo telefone (67) 9843-4418.

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