Com R$ 1,1 bilhão em crédito, agro reduz 57,5% da compra de insumos
Financiamentos para custeio da produção foram analisados pela Aprosoja em março
Mato Grosso do Sul registrou queda na importação de fertilizantes, embora tenha registrado R$ 1,1 bilhão em crédito rural no mês de março, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e do Banco Central. O valor é 7% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado, mas 72% superior ao de fevereiro. Os números mostram redução na compra de insumos e concentração dos financiamentos no custeio da produção.
RESUMO
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A importação de fertilizantes caiu 57,5% nos dois primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2025. O volume passou de 18,7 mil para 7,9 mil toneladas. A redução ocorreu principalmente nos nitrogenados, que recuaram de 18 mil para 7,7 mil toneladas.
Os fertilizantes potássicos mantiveram volume semelhante ao do ano passado. Já os fosfatados não tiveram registro de importação no Estado no início de 2026.
No Brasil, a importação total de fertilizantes chegou a 5,2 milhões de toneladas entre janeiro e fevereiro. O volume representa queda de 1,5% na comparação anual. Enquanto os nitrogenados caíram 9,1%, os potássicos cresceram 10,6% e os fosfatados aumentaram 46%.
Crédito - Do total liberado no mês, 59% foram destinados ao custeio da produção. Os recursos financiam despesas como compra de insumos, plantio e manejo. A industrialização ficou com 20%, seguida por investimentos (14%) e comercialização (7%).
No acumulado da safra, entre julho de 2025 e março de 2026, o crédito rural no Estado soma R$ 11 bilhões. Desse total, R$ 6,9 bilhões foram para a agricultura e R$ 4,1 bilhões para a pecuária.
Os dados também mostram que a maior parte das operações ocorreu fora das linhas subsidiadas do Plano Safra. Nesse modelo, os financiamentos seguem taxas de mercado.
O cenário internacional também influencia o mercado de insumos. Parte da produção global de fertilizantes e matérias-primas está concentrada no Golfo, região impactada por tensões recentes. O Estreito de Ormuz concentra entre 20% e 30% das exportações mundiais desses produtos.


