Deitado no estacionamento, fotógrafo captura eclipse em Campo Grande
Wilmar Carrilho, 64, acompanhou por mais de duas horas a sombra terrestre avançar sobre a Lua no São Francisco
RESUMO
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O fotógrafo Wilmar Carrilho, de 64 anos, registrou o eclipse lunar parcial de quinta-feira (27) para sexta-feira (28) no estacionamento de seu condomínio, no Bairro São Francisco, em Campo Grande. Munido de máquina fotográfica, cadeira e tapete, ele fotografou o fenômeno das 21h50 até 0h15, deitado no chão. O eclipse atingiu 96,2% de cobertura do disco lunar, com coloração avermelhada no auge.
O eclipse lunar parcial que atravessou a noite de quinta-feira (27) e a madrugada desta sexta-feira (28) ganhou um registro especial em Campo Grande. O servidor público e fotógrafo Wilmar Carrilho, de 64 anos, acompanhou o fenômeno do estacionamento do condomínio onde mora, no Bairro São Francisco, e fotografou diferentes momentos da passagem da Lua pela sombra da Terra.
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Munido de máquina fotográfica, cadeira e um tapete, Wilmar começou os registros por volta das 21h50 de quinta-feira e permaneceu no local até 0h15 de sexta-feira. Para conseguir os enquadramentos, boa parte das fotografias foi feita com ele deitado no chão do estacionamento.
“Pesquisei os horários da ocorrência do fenômeno, peguei máquina, cadeira e um tapete e fui para o estacionamento do condomínio aqui onde moro, no Bairro São Francisco. A maioria das fotos fiz deitado mesmo no tapete”, relatou.

A sequência produzida pelo fotógrafo acompanha visualmente o avanço do eclipse. Nas primeiras imagens, a Lua ainda aparece praticamente inteira e iluminada. Aos poucos, uma faixa escura avança sobre o disco lunar. Nos registros seguintes, a sombra ocupa uma área cada vez maior, até restar apenas uma pequena faixa mais clara. Próximo ao auge do fenômeno, a Lua assume tonalidades entre o cobre, o laranja e o vermelho.
Em Campo Grande, a fase penumbral começou por volta das 21h23, quando a Lua entrou na região mais clara da sombra terrestre. A fase parcial, já claramente perceptível, teve início aproximadamente às 22h33. O máximo ocorreu por volta de 0h12, já nesta sexta-feira.
Apesar do aspecto de um eclipse total nas imagens feitas durante o auge, o fenômeno foi parcial. Cerca de 96,2% do disco lunar foi obscurecido, deixando apenas uma pequena parcela fora da umbra, a parte mais escura da sombra terrestre. Por isso, oficialmente, o evento não chegou à totalidade.
A mudança de aparência ocorre porque, durante um eclipse lunar, Sol, Terra e Lua ficam alinhados, e o satélite natural atravessa a sombra projetada pela Terra. Primeiro, a Lua passa pela penumbra, mais clara. Depois, entra na umbra, onde o bloqueio da luz solar é mais intenso.

É justamente nessa etapa mais profunda que surge a coloração avermelhada registrada por Wilmar. Mesmo com a Terra bloqueando a luz direta do Sol, parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e é desviada em direção à Lua. As tonalidades avermelhadas conseguem atravessar a atmosfera com maior eficiência e chegam à superfície lunar, produzindo o aspecto de cobre visto nas fotografias.
Para Wilmar, acompanhar o céu com a câmera já faz parte da rotina sempre que fenômenos astronômicos oferecem uma oportunidade de registro.
“Sempre fotografo esses fenômenos de Lua cheia, superlua, eclipse, e cada um tem uma emoção diferente, de ficar ali esperando cada momento certo do registro. Depois, ver o trabalho pronto é muito gratificante”, afirmou.
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