Candidatos ao governo estreiam no rádio com biografia, gestão e apoio político
1º programa de eleitoral listou feitos de mandatos anteriores e citação de presidenciáveis

Os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul usaram a estreia do horário eleitoral no rádio, nesta sexta-feira (28), para apresentar a própria trajetória e marcar diferenças logo no primeiro contato com o eleitor. O governador do Estado e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP) concentrou o programa no que já fez à frente da administração e no que considera necessário continuar, sem citar apoio a candidato à Presidência. Fábio Trad (PT) também destacou a biografia, mas recorreu ao apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
RESUMO
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Candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul estrearam o horário eleitoral no rádio nesta sexta-feira (28). O governador Eduardo Riedel (PP) destacou realizações de sua gestão e prometeu continuidade, sem citar apoio presidencial. Fábio Trad (PT) associou sua candidatura ao presidente Lula. Candidatos ao Senado também se apresentaram, com Renan Contar (PL) atacando o PT e Reinaldo Azambuja (PL) reforçando experiência política. O horário vai até 1º de outubro.
O horário eleitoral foi ao ar das 6h às 6h25 e também teve espaço para candidatos ao Senado, deputado federal e deputado estadual. O período, visto como uma oportunidade para os candidatos consolidarem seu nome e propostas, segue até o dia 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições, de segunda a sábado.
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A abertura da campanha eleitoral ficou com a Federação PSOL-Rede do candidato Lucien . A federação do PSOL usou o espaço para questionar se o “Estado maravilhoso” mostrado pelas propagandas corresponde à realidade da população e defendeu a chegada do povo ao poder.
Pela coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”, Riedel abriu a propaganda falando da vida antes da política. Disse que passou grande parte da trajetória no campo e que, como muitos eleitores, também olhava para a política com desconfiança.
Na apresentação, lembrou que liderou sindicato rural, passou pelo Sebrae e atuou como diretor da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Segundo ele, foi nesse período que conheceu de perto as dificuldades enfrentadas por quem produz.
O governador afirmou que não planejava entrar para a vida pública, mas aceitou o convite e, em 2022, assumiu o que classificou como o maior desafio da vida: disputar e depois assumir o Governo de Mato Grosso do Sul. A partir daí, o programa passou da biografia para o balanço da administração. “Trabalho foi nosso sobrenome”, afirmou Riedel, ao defender que o Estado avançou nos últimos quatro anos.
A propaganda destacou crescimento econômico, recorde na geração de empregos e 500 mil qualificações profissionais. A propaganda também exibiu depoimentos de moradores, entre eles um relato relacionado ao atendimento em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal na região de Corumbá e Ladário.
O próprio programa, porém, reconheceu que números positivos não bastam para mudar a vida das pessoas. “Ninguém acorda mais feliz porque o Estado cresceu. Todo mundo quer dinheiro no bolso”, diz um dos trechos da propaganda, ao relacionar a chegada de empresas e novos investimentos à abertura de oportunidades de trabalho.
Riedel também reconheceu problemas que ainda precisam ser enfrentados. Na saúde, classificou o setor como o maior desafio do Estado e afirmou que, apesar dos esforços já feitos, o atendimento precisa melhorar. Na educação, destacou a queda na repetência e no abandono escolar, além de investimentos superiores a R$ 1 bilhão nas escolas. A campanha afirmou que o próximo passo é fortalecer o desempenho dos alunos.
Segurança pública também apareceu entre as prioridades, com promessa de reforço em inteligência e policiamento nas ruas. O programa ainda citou a redução da extrema pobreza e apresentou depoimento de beneficiário do Mais Social.
Na reta final, Riedel defendeu a continuidade do projeto iniciado no primeiro mandato e afirmou que Mato Grosso do Sul vive uma transformação.
Já Fábio Trad adotou um tom mais informal na estreia. O programa começou citando o cotidiano de diferentes regiões do Estado, com referências à “garapa geladinha” para enfrentar o calor de Sonora e ao trabalho de capina em Três Lagoas.
A propaganda anunciou a intenção de fazer um programa leve e com informação para ajudar o eleitor a escolher.
Trad se apresentou como “filho de seu Nelson e dona Terezinha”, além de professor universitário e advogado. A narrativa usou a ideia de que o primeiro passo para mudar é ter coragem e que é preciso “pegar o touro à unha”.
Ao falar diretamente ao eleitor, Trad confirmou a candidatura ao Governo e associou seu projeto ao presidente Lula. “Acredito que, com apoio do presidente Lula, vamos fazer de Mato Grosso do Sul mais do que o Estado do boi e da soja, um Estado justo”, afirmou.
Pela coligação “Federação Renovação Solidária”, Delcídio do Amaral (PRD) se apresentou como pai de três filhas, engenheiro e ex-senador. Destacou sua passagem por grandes empresas e afirmou que ele ajudou a viabilizar R$ 3 bilhões em investimentos durante o período em que esteve no Senado.
Os candidatos Daniel Lemes (PCO), João Henrique Catan (Novo), Jeferson Bezerra (Agir) e Renato Gomes (DC) não têm direito a tempo no rádio e na televisão porque os partidos não atingiram os critérios da cláusula de desempenho.
Senado - Os candidatos ao Senado também aproveitaram o primeiro horário eleitoral para se apresentar aos eleitores, relembrar a trajetória política e indicar as principais linhas de campanha.
Jonas Carlos da Conceição, o Beto do Movimento (PSOL) foi apresentado como candidato ao Senado com discurso voltado à defesa do orçamento público.
O ex-governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PL), apostou na experiência política. O programa apresentou uma trajetória de quase 30 anos na vida pública e relembrou o início como prefeito em Maracaju. A propaganda sustentou que resultados de suas administrações continuam aparecendo no Estado.
Riedel participou da peça e afirmou que parte do Mato Grosso do Sul atual começou a ser construída durante a gestão do ex-governador. “MS que temos hoje começou com Reinaldo”, disse.
Reinaldo afirmou que pretende levar a experiência acumulada ao Congresso.
Renan Contar (PL), o Capitão Contar, disse que aprendeu desde criança a importância da família, do trabalho e da fé, lembrou que serviu ao Exército e citou a entrada na vida pública em 2018. Também relembrou a eleição para deputado e a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul em 2022, quando chegou ao segundo turno.
A propaganda destacou o apoio recebido do campo bolsonarista e de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Contar também usou a estreia para atacar o governo do PT e relacionar sua candidatura ao combate à violência e às facções criminosas. “Precisamos dar um basta nesse governo do PT e nessas facções que fizeram refém da violência”, afirmou.
Candidato ao Senado pelo PT, Vander Loubet apresentou a atuação parlamentar por meio de obras e serviços em municípios do Estado. A propaganda citou Dourados e Campo Grande e buscou relacionar recursos obtidos pelo deputado a áreas como saúde e infraestrutura. A mensagem foi de que, no Senado, Vander teria mais força para ampliar os investimentos destinados a Mato Grosso do Sul.
Pela mesma coligação, Soraya Thronicke (PSB) não apresentou programa eleitoral. A informação da assessoria é que houve atraso na gravação.
Valter Juvenal de Olivera, o Valter da Comagran (PRD) se apresentou como candidato comprometido em representar o trabalhador, pela Federação Renovação Solidária.
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