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Meio Ambiente

"Não adianta... chuva não vem", avisa meteorologista

Há quase um mês não chove em Campo Grande e previsão é de estiagem severa

Por Gabriel de Matos | 13/05/2024 16:34
Céu com poucas nuvense na tarde desta segunda-feira em Campo Grande (Foto: Alex Machado) 
Céu com poucas nuvense na tarde desta segunda-feira em Campo Grande (Foto: Alex Machado)

Campo Grande chegou a 32ºC de temperatura nesta segunda-feira (13) e um sol radiante, escondido por alguns minutos pelas nuvens. E elas podem até aparecer, mas sem água. Nos registros do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), são 25 dias sem chuva na Capital. O último volume significativo foi em 17 de abril, com 24,8 mm.

O volume total monitorado pela estação na Capital em 2024 soma 394,4 mm. O número é menos que a metade se comparado ao mesmo período do ano passado (de 1 de janeiro até 13 de maio), quando foram 923,6 mm.

Em relação ao calor, no mesmo período, há um aumento de 10%. Em 2023, a temperatura média ficou em 23,8ºC. Neste ano, está em 26,2º.

O meteorologista Natálio Abrahão Filho confirma que a estiagem preocupa. "Não adianta falar em chuva, porque não vem. As queimadas vão aumentar em todo o Estado. Não se iluda", comenta. Ele fala em água considerável, porque Campo Grande deve receber chuva fraca que vai trazer frio a partir do dia 17. O mesmo está previsto para todo Mato Grosso do Sul.

Sem água significativa, com terrenos secos e ação do homem, os focos de incêndio registrados pelo portal BPQueimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), chegaram a 331 somente na Capital neste ano. Em 2023, foram 96. O aumento é mais que o dobro.

Normalmente, outono e inverno são as estações mais secas, com baixas umidades relativas do ar. Volumes significativos são registrados a partir de setembro/outubro com a chegada da primavera. A estação mais chuvosa, o verão, começa somente em dezembro

Região Pantaneira - Corumbá, principal cidade da região pantaneira, vivencia situação parecida. Apesar de pequenos volumes de chuva registrados nos últimos dias, nenhum superou os 2 mm. A temperatura média no ano está em 29ºC, também maior em comparação com 2023, quando a média ficou em 26,5ºC. A chuva somou 754 mm no ano passado e só 508 mm agora.

Por isso, o que mais preocupa são os focos de incêndio. De acordo com o mesmo portal BPQueimadas, o número é 34 vezes maior. Em 2023, até este período, foram 638 monitorados. Só até este 13 de maio em 2024, são 22.396.

Se somarmos todos os focos do ano na região pantaneira, foram 31.006 em 2024 contra 1.105 em 2023. Confira abaixo o gráfico com os todos os municípios atingidos.


Outras regiões - Três Lagoas é a principal cidade da região leste de Mato Grosso do Sul. São também 25 dias sem chuva. A temperatura média do ano está em 29,1ºC. No ano anterior, a média indicada nos termômetros foi de 25,6ºC.

A chuva em 2023 ficou em 949,2 mm. Para 2024, o volume registrado na estação do Inmet ficou em 626,8. Queda de um terço no volume de chuva de um ano para o outro. O lado positivo para Três Lagoas é não houve focos de incêndio.

Dourados, na região sul, também sofre com menos volume de chuva. Foram apenas 338,4 mm em 2024, enquanto isso a média de temperatura ficou em 26,4ºC. No ano anterior, o volume de chuva somou 692,4 mm e a média de temperatura ficou em 23,9ºC.

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