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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

09/10/2012 08:58

Com votos “sub judice” divulgados, eleição muda de resultado em Bonito

Aline dos Santos

A totalização dos votos pode não ter sido o fim da eleição para prefeito de Bonito. Com o registro de candidatura indeferido e recurso ainda tramitando no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Geraldo Alves Marques teve mais votos do que o candidato declarado eleito. O tribunal divulgou os votos dos candidatos com registros indeferidos.

A relação aponta que Geraldo Marques (PDT) recebeu 6.611 votos. Enquanto Leonel Lemos de Souza Brito, o Leleco (PTdoB), obteve 6.089 votos. No domingo, os votos para Geraldo Marques não foram divulgados, marcando zero de votação.

Caso o TSE julgue que sua candidatura foi regular, Geraldo assume a prefeitura de Bonito. O recurso está com a ministra Luciana Lóssio. Em setembro, o TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral) cassou a candidatura do candidato.

O tribunal entendeu que Geraldo está impedido de se candidatar, já que teve as contas rejeitadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) quando foi prefeito de Bonito. O motivo, de acordo com a denúncia, é a aplicação dos recursos para a saúde em “despesas estranhas” ao setor, com prejuízos à população.

O relatório-voto da Procuradora Regional Eleitoral, Danilce Vanessa Camy, ressalta que “os desvios da saúde praticados na gestão de Geraldo não poderiam sequer voltar aos cofres públicos, pois não se sabe nos autos qual a destinação dada aos recursos”.

O TRE entendeu que o desvio de recursos da saúde de Bonito caracterizou improbidade administrativa. O ex-prefeito foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, tornando-se inelegível.



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