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04/10/2017 11:21

Depois dos vereadores, deputados criam polêmica com exposições fora de MS

Renata Volpe Haddad e Leonardo Rocha
Trechos das exposições foram mostrados em sessão da Assembleia, nesta quarta-feira. (Foto: Leonardo Rocha)Trechos das exposições foram mostrados em sessão da Assembleia, nesta quarta-feira. (Foto: Leonardo Rocha)

Deputados de Mato Grosso do Sul criticaram duas exposições artísticas polêmicas realizadas em São Paulo e Brasília, este ano. Uma delas aconteceu no MAM Museu de Arte Moderna), em Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo no dia 26 de setembro, onde um artista nu é tocado por uma criança que estava acompanhada pela mãe. 

Durante a sessão desta quarta-feira (4), o deputado Paulo Siufi (PMDB), apresentou dois trechos de vídeos, sendo a apresentação no MAM e outra de uma exposição de um arista nu, que rala uma imagem de Nossa Senhora. 

Sobre a apresentação em Brasília, Siufi afirmou que é um desrespeito a fé católica e que não vai se calar em relação a essas duas apresentações. "Isso é um escárnio. Mesmo o Estado sendo laico, tem sua religiosidade que deve ser respeitada, isso não é arte e ocorre um excesso por parte de alguns segmentos que na minha opinião, essas pessoas não são consideradas artistas", afirmou.

O deputado disse ainda que a apresentação no MAM fere o estatuto da criança e adolescente. "Não vamos mais aceitar esse tipo de exposição", pontuou.

Coronel David (PSC), alegou que os dois casos apresentados por Siufi, são safadezas. "Estão misturando o que é uma obra de arte, pois entendo que nos dois casos é uma safadeza. Autoridades desses locais, deveriam tomar medidas de caráter policial. Onde que está a arte ai?", questionou.

Ele lembrou ainda que na exposição do Marco, onde o quadro titulado Pedofilia, o deputado registrou boletim de ocorrência. "Sofri muitas críticas, mas também recebi muitos cumprimentos. A única coisa que me arrependo é de ter dado visibilidade para uma artista medíocre", afirmou se referindo a artista Alessandra Cunha.

Por fim, a deputada Antonieta Amorim (PMDB), que é artista plástica, afirmou que a arte tem seu direito de se manifestar, mas deve ser feita de maneira respeitosa e coerente. "Eu não levaria minha filha de 6 anos para tocar em alguém nu. Entendo que estamos vivendo um caminho perigoso ds dois lados, tanto no excesso para coibir exposições de obra de arte, como no excesso que querem transgredir os valores da sociedade".

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