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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

23/11/2013 07:53

Deputados criticam a "reforma" que proíbe de cavalete a pintura de muro

Leonardo Rocha
Kemp diz que minirreforma foi incompleta e não abordou os principais vícios eleitorais (Foto: Divulgação)Kemp diz que minirreforma foi incompleta e não abordou os principais vícios eleitorais (Foto: Divulgação)
Felipe Orro acredita que exageraram em algumas regras e que isto atrapalha a campanha (Foto: Divulgação)Felipe Orro acredita que exageraram em algumas regras e que isto atrapalha a campanha (Foto: Divulgação)

A minirreforma eleitoral, aprovada nesta semana pelo Senado, não deve coibir o abuso do poder econômico e ainda vai prejudicar a divulgação da campanha eleitoral. Esta é a opinião dos deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, que discordaram das diversas medidas, como a utilização de cavaletes e da pintura em muro para divulgar os nomes dos candidatos

“Não adianta colocar regras que limitam os candidatos e mesmo assim deixar que mais de 40 partidos continuem em ação, tudo que se escreve na política, acaba sendo burlado durante a campanha, deveriam estabelecer no máximo cinco partidos em todo país”, apontou o deputado Zé Teixeira (DEM).

Já o deputado Felipe Orro (PDT) ressaltou que a proibição de placas, cartazes e até a diminuição de gastos com alimentação e combustível não ajudam na campanha. “Acredito que tenham exagerado, as mudanças precisam ser compatíveis, só vejo como positivo o fim dos cavaletes que atrapalham o trânsito”.

As novas regras tiveram como objetivo diminuir os custos das campanhas e garantir condições de igualdade na disputa entre os candidatos, mas não alterou as principais polêmicas da classe política.

“O principal não foi alterado, o abuso do poder continuará como antes, assim como a compra de votos, a reforma teria que ir mais fundo nos problemas políticos, ficou incompleta”, destacou Pedro Kemp (PT).

O deputado petista ressaltou que as “pequenas” alterações só serviram para “mascarar” uma possível reforma, mas que na verdade não trouxe nada de substancial ao processo.

“Os vícios da eleição continuam todos lá, não foi discutido o financiamento de campanha e nem como ficariam as alianças partidárias”.

Mudanças - Com as novas regras ficou proibido o uso de bonecos gigantes, assim como propagandas em cartazes, placas, muros pintados em bens particulares. O texto também proíbe o uso de cavaletes em vias públicas, além de fixar limite para contratação de cabos eleitorais, em 1% do eleitorado em municípios com até 30 mil eleitores. Acima disso, será possível contratar uma pessoa a cada mil eleitores a mais.

Em relação aos custos de campanha, os limites para gasto com alimentação será de 10% e 20% com combustível da receita de campanha. Também fica proibido o "envelopamento de carros" com adesivos.

“As propagandas servem para mostrar e divulgar os candidatos, não onera a campanha, além do que permite que alguns utilizem meios obscuros para comprar votos e fazer as irregularidades”, alertou o deputado Lídio Lopes (PEN).

Apenas o deputado Junior Mochi (PMDB) ponderou que todas as medidas que diminuem os custos de campanha devem ser vistas como positivas. “Elas (regras) só não podem impedir os candidatos de realizar sua campanha”, frisou ele.

Cavaletes em vias públicas estão proibidos (Foto: Arquivo)Cavaletes em vias públicas estão proibidos (Foto: Arquivo)
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Senhores Deputados discordam parcialmente dos seus comentários. Concordo com os Senhores que podiam ter aprofundado muito mais outras questões.Que tal a redução do número de partidos em 4 ou em cinco como propõe o Deputado Zé Teixeira?? Limitar baixando em 70% o número de deputados federais.Para que esse montão de gente só para onerar os cofres públicos dinheiro do contribuinte? Reduzir o número de Senadores - dois para cada Estado. Uma legislação que force também aos Estados baixar substancialmente o número de Deputados Estaduais e também de vereadores.Também revisão salarial de todos e outros quesitos: redução de verbas de gabinete, assessores e outras vantagens que um parlamentar desfruta de maneira muito injusta em relação a maioria de cidadãos nesse país.Essa é a reforma que esperamos.
 
JOÃO ALVES DE SOUZA em 24/11/2013 01:11:29
O candidato pode ficar no canteiro com uma placa na testa, fazendo cara de paisagem.
 
elviria dos santos almeida em 23/11/2013 14:45:04
o maior vicio na corrupção eleitoral não foi nem mensionado que são os funcioários Comissionados que são obrigados pelos Administrativos a fzerem campanhas sobre pena da perda do cargo, e com fiscalização dos seus chefes ou secretários da pasta, quem sabe a justiça eleitoral possa fazer alguma coisa o que acho muito difícil, ate porque a justiça é cega e não estudou Braile ainda
 
Manuel Porfirio em 23/11/2013 12:24:53
MAIS UM ENGODO AO POVO QUE SE CONSIDERA MUITO "ESPERTO"; QUE SE ORGULHA DO CHAMADO "JEITINHO" BRASILEIRO. A VERDADE QUE ESSAS MUDANÇAS NÃO TRAZEM NADA DE SUBSTANCIAL PARA UM PROCESSO ELEITORAL DEMOCRÁTICO E IGUALITÁRIO. É UMA PENA QUE NOS DEMOS POR SATISFEITOS SENDO FEITOS DE TOLOS.
 
CESAR CASTRO em 23/11/2013 12:24:50
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
ESTA FOI A REFORMA POLÍTICA!!!!.....Proibir adesivo em carros, placas e pintar o muro PARTICULAR da sua casa com a foto do candidato!!!!.Então o candidato desconhecido terá somente o horário eleitoral????? ISSO FOI GOLPE DO SENADO....
 
Valmir Moura Fé em 23/11/2013 12:05:08
Tal qual pichações , pode ser considerado poluição visual, e tal qual painéis luminosos gigantes atrapalham visão do motorista.
 
rose garcia em 23/11/2013 09:11:55
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