Neno Razuk segue foragido após TRE confirmar perda de mandato
Defesa do ex-deputado ainda espera julgamento de habeas corpus no TJMS
A derrota no campo político não alterou a decisão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, de seguir foragido. A situação se arrasta desde 8 de julho, quando a Justiça decretou a prisão preventiva em processo da Operação Successione.
RESUMO
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Na noite de terça-feira (dia 21), o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) manteve a perda do mandato de Neno, após recontagem de votos para a Assembleia Legislativa. Na manhã desta quarta-feira (dia 22), a defesa do ex-deputado informa que ainda espera o julgamento do mérito do pedido de habeas corpus pela 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
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“Oportunidade em que serão apreciadas, de forma definitiva, as teses jurídicas apresentadas pela defesa. Até o momento, houve apenas a apreciação do pedido liminar, permanecendo pendente o julgamento colegiado do mérito da impetração”, afirma o advogado Ricardo Souza Pereira.
Questionada se o político vai se entregar ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a defesa informa que a escolha é do cliente.
“Esclarece, ainda, que esta defesa não possui autonomia, ingerência ou qualquer controle sobre as decisões pessoais do cliente quanto à sua apresentação às autoridades, por se tratar de ato de caráter estritamente pessoal. À defesa compete exclusivamente prestar aconselhamento técnico-jurídico, adotar todas as medidas processuais cabíveis para a tutela dos direitos e garantias constitucionais do constituinte e aguardar a apreciação do mérito do habeas corpus pelo Poder Judiciário, não lhe cabendo deliberar ou interferir em decisões que são exclusivas do cliente”, diz a nota enviada à imprensa.
Alvo de fases da Operação Successione desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recorria em liberdade
Em maio, após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa. Sem o cargo, ele deixou de ter as proteções institucionais de deputado estadual. Dentre elas, o foro por prerrogativa de função, quando determinadas autoridades são julgadas diretamente por tribunais em casos ligados ao exercício do cargo.
Além da condenação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da Successione, que foi realizada em 25 de novembro de 2025.
A operação investiga os crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar.
Perante a lei, o ato de ficar foragido ou tentar fugir para evitar a prisão em flagrante não configura um novo crime por si só, pois o entendimento é que ninguém é obrigado a facilitar a própria prisão.
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