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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

03/08/2017 10:13

Pagar rescisões de terceirizados é prioridade sobre 13º, diz Marquinhos

Paulo Nonato de Souza e Mayara Bueno
O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (Foto: Marcos Ermínio).O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (Foto: Marcos Ermínio).

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), disse nesta quinta-feira, 03, que trata como prioridade o pagamento das rescisões dos 4.300 funcionários terceirizados demitidos, por determinação da Justiça, pelas entidades Omep (Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar) e a S.S.C.C (Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária), prestadoras de serviços à Prefeitura.

Neste momento, o pagamento do 13º do funcionalismo público é uma questão secundária, diz o prefeito. “A preocupação agora é o pagamento das rescisões. O pouco que estamos economizando vamos ter que pagar os demitidos da Omep e Seleta”, afirmou o prefeito, durante evento na Semed (Secretaria Municipal de Educação).

Marquinhos Trad avalia que a prefeitura terá de desembolsar entre R$ 20 milhões a R$ 25 milhões com a indenização dos terceirizados, e ressaltou que torce para que não surja nenhuma nova decisão da Justiça ou do Ministério Público Estadual em relação a uma questão que se arrasta desde a gestão do ex-prefeito Alcides Bernal.

“Estamos buscando alternativas para pagar as rescisões, se não surgir nenhum fato novo do Ministério Público nem da Justiça. Resolvida essa questão, aí então mudaremos o foco para o 13º salário”, declarou Marquinhos Trad.

Histórico - O fim do convênio da Prefeitura de Campo Grande com a Omep e Seleta foi determinado pela Justiça em dezembro de 2016, a pedido do MPE (Ministério Público Estadual) que investigou esquema de desvio de dinheiro dos cofres municipais por meio de contratos com as duas instituições, classificadas pelos investigadores como “indústria de fantasmas”.

Os primeiros convênios foram firmados há 20 anos e desde então vinham sendo renovados em valores que giravam em torno de R$ 6 milhões mensais. A investigação do MPE, que culminou com o rompimento do vínculo, começou há cinco anos.




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