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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

13/04/2014 13:28

Prefeito tenta amenizar investigação do Gaeco para “não perder foco”

Kleber Clajus
Olarte disse que não agendou depoimento porque “tem muito serviço para fazer”(Foto: Cleber Gellio)Olarte disse que não agendou depoimento porque “tem muito serviço para fazer”(Foto: Cleber Gellio)

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), tentou amenizar neste domingo (13) o fato de ter sido notificado para depor em investigação sigilosa do MPE (Ministério Público Estadual). Ele ressaltou que está à disposição da Justiça e justificou que não pode “perder o foco” na administração.

“Estamos muito tranquilos e não posso perder o foco. Essas questões ficam para o advogado, para o Ministério Público fazer seu trabalho, até porque não há absolutamente nada de errado em relação ao prefeito municipal”, declarou Olarte, durante agenda pública.

Uma equipe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) notificou o progressista em sua casa, na sexta-feira (11), para depor em investigação sigilosa, conduzida pelo promotor público Marcos Alex Vera. O prefeito disse hoje que ainda não agendou data para o depoimento, porque “tem muito serviço para fazer”.

Sobre o motivo da investigação, Olarte se limitou a ressaltar: “é segredo de justiça e não serei eu a ficar falando. Chega desse assunto”.

Investigação – Na operação desencadeada pelo Gaeco, na sexta-feira, além da notificação do prefeito ocorreu a prisão de Salém Pereira Vieira e Ronan Feitosa.

Ronan vem sendo citado em vídeos que demonstrariam a armação de um esquema para a cassação do mandato de Bernal, que perdeu o cargo em 12 de março por decisão da Câmara Municipal. Nas gravações, Ronan aparece como se tivesse ligação com o prefeito Gilmar Olarte, que nega qualquer tipo de envolvimento. Por outro lado, há denúncias de que Bernal teria relações estreitas com o ex-assessor.

Em uma ação judicial recente, que tramita na 5ª Vara Cível de Campo Grande, Alcides Bernal pede que seja retirada de circulação edição do jornal Boca do Povo, em decorrência de matéria sob os títulos de "Tremendo 171 - Exclusivo" e "Ronan e Bernal extorquiram empresários". Na matéria, Bernal e Ronan são acusados de serem criminosos por terem praticado atos de extorsão contra empresários da Capital. Segundo o ex-prefeito, a acusação é "falsa" e visa apenas atacar sua honra e imagem.

Por sua vez, Olarte também ingressou com ação judicial para que fosse determinado ao Portal I9, Facebook Serviços On Line do Brasil Ltda e Google Brasil Internet Ltda a retirada do ar do vídeo intitulado “Golpe contra Alcides Bernal”, o qual considerou criminoso e ofensivo à sua moral. A ação de indenização, com pedido liminar para retirada do vídeo do ar, está tramitando na 15ª Vara Cível de Campo Grande.

Apesar de Ronan Feitosa ter sido contratado pelo então prefeito Alcides Bernal, segundo a assessoria de imprensa deste, foi nomeado na "cota do Gilmar Olarte", que na época era vice-prefeito. “Tanto Ronan, quanto o Josias e o Caco Brito são assessores do Gilmar”, garantiu Ana Rita Amarilla.

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