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Política

Secretário questiona bandeira preta e diz que Capital terá 345 UTIs

José Mauro Filho esclarece a situação da pandemia aos vereadores durante sessão virtual

Por Leonardo Rocha | 11/08/2020 11:44
Secretário José Mauro Filho, durante sessão virtual na Câmara Municipal (Foto: Reprodução - Facebook)
Secretário José Mauro Filho, durante sessão virtual na Câmara Municipal (Foto: Reprodução - Facebook)

O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, afirmou que Campo Grande chegará ao final de agosto com 345 leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para pacientes com covid-19. Ele ainda questionou o fato da cidade estar na “bandeira preta” em programa de avaliação do governo estadual.

“Estamos fazendo este questionamento junto ao governo, pois não concordamos com algumas avaliações do programa Prosseguir”, disse ele, nesta manhã (11), durante a participação na sessão virtual da Câmara Municipal.

O secretário destacou que 3 dos 10 itens de avaliação do governo, para definir as bandeiras das cidades, trata-se da macrorregião de Campo Grande, que envolve 34 cidades. "Entre os itens está a quantidade de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) das cidades, mas não temos o controle dos demais municípios”.

Também citou a questão de ocupação de leitos, que o programa pede para que tenha ao menos 25% (leitos) vazios, para não estar na bandeira preta. “Temos uma média de 80 a 86% de leitos ocupados, mas muitas cidades e capitais não esta disponibilidade”, argumentou.

Comparação - José Mauro fez uma comparação da situação de Campo Grande e a cidade de Ribeirão Preto, que segundo ele, também atende um público na área de saúde de 1,5 milhão de pessoas, devido as cidades no entorno.

Ele citou que na cidade paulista já são 35.858 casos, 1.073 mortes e apenas 167 leitos de UTI, enquanto que a Capital tem à disposição 305 (leitos de UTI), 13.245 casos (covid-19) e 200 mortes. “Além disto, eles possuem um efetivo maior de saúde á disposição, com 91% de lotação de leitos e na bandeira vermelha”.

Leitos – O secretário garantiu que a cidade chegará até o final de agosto com 345 leitos de UTI à disposição, contando os públicos e aqueles contratados pela prefeitura na rede particular. “É importante que se diga que 34% dos nosso pacientes internados são do interior. Este dado é importante na hora de se discutir lockdown”.

Também destacou que desde o começo da pandemia, a prefeitura vai chegar a 200 leitos de UTI a mais na cidade. “Desde fevereiro começamos a estratégia de ampliação de leitos nos hospitais. Também colocamos 23 (leitos) com respiradores nas Upas para ajudar no atendimento de emergência”.

O secretário participa da sessão para apresentar os dados e a situação da pandemia na cidade, além de esclarecer as dúvidas dos vereadores sobre o tema, que seguiu para esfera judicial.