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Política

Senador relembra Refis lotado e diz que ousadia ajuda a fechar as contas

Discurso mistura memória da gestão na Capital e análise do cenário econômico atual em Mato Grosso do Sul

Por José Cândido | 30/03/2026 15:30
Senador relembra Refis lotado e diz que ousadia ajuda a fechar as contas
Para Nelsinho, desafio maior da gestão é manter equilíbrio financeiro e harmonia política para garantir resultados (Foto divulgação)

Entre números apertados e decisões impopulares, o equilíbrio das contas públicas voltou ao centro do debate político em Mato Grosso do Sul. Em agenda na Governadoria, nesta segunda-feira (30), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) fez um mergulho na própria trajetória para falar de gestão, incentivos fiscais e os desafios de fechar as contas sem pesar no bolso do contribuinte.

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O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) defendeu a política de incentivos fiscais do governo Eduardo Riedel e compartilhou experiências de sua gestão à frente da Prefeitura de Campo Grande, durante agenda na Governadoria nesta segunda-feira (30). O parlamentar destacou medidas como o Refis e a criação da Central de Atendimento ao Cidadão como exemplos de como ampliar a arrecadação sem aumentar impostos.

Ao comentar o cenário econômico, o parlamentar tratou a administração pública como um exercício diário de ajuste fino. Segundo ele, manter receitas e despesas em sintonia exige decisões técnicas constantes — e qualquer alteração, mesmo pequena, pode provocar efeito em cadeia no orçamento. “É um trabalho diário, que exige muito da equipe”, resumiu.

No mesmo tom, Nelsinho saiu em defesa da política de incentivos fiscais mantida pelo governo de Eduardo Riedel (PSDB). Para ele, a prorrogação dos benefícios a setores produtivos é parte de uma equação delicada: garantir crescimento econômico, sustentar reajustes salariais e ainda manter investimentos públicos em andamento.

Mas foi ao revisitar o período em que comandou a Prefeitura de Campo Grande que o discurso ganhou contornos mais concretos. Nelsinho relembrou medidas adotadas para ampliar a arrecadação sem aumentar impostos — estratégia que, segundo ele, passa por estimular a regularização fiscal e melhorar o relacionamento com o contribuinte.

Entre os exemplos, citou a criação de um programa de refinanciamento de dívidas (Refis), que teria mobilizado a população e reforçado o caixa municipal. “A fila dava volta no estádio”, recordou, ao defender que decisões consideradas arriscadas podem gerar resultados expressivos no médio prazo.

Outro ponto destacado foi a implantação da Central de Atendimento ao Cidadão, pensada para reduzir a burocracia e melhorar o atendimento ao público. Na avaliação do senador, a forma como o contribuinte é recebido também impacta diretamente na disposição de quitar débitos. “Quem vai levar seu dinheiro suado precisa ser bem atendido”, afirmou.

Ao final, o parlamentar deixou um recado que vai além das planilhas. Para ele, gerir não é apenas executar obras ou equilibrar números, mas também manter alinhados os interesses que orbitam o poder público. “A maior dificuldade é garantir harmonia. É isso que permite avançar e entregar resultados”, concluiu.