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Política

Base bolsonarista em MS sai em defesa de Flávio Bolsonaro após áudio vazado

Parlamentares disseram que a conversa ocorreu antes dos escândalos ligados ao Banco Master

Por Ketlen Gomes, Mylena Fraiha e Fernanda Palheta | 14/05/2026 16:41
Base bolsonarista em MS sai em defesa de Flávio Bolsonaro após áudio vazado
Aliados de Bolsonaro, parlamentares de MS Rafael Tavares, Coronel David e Rodolfo Nogueira. (Foto: Reprodução)

Parlamentares de Mato Grosso do Sul saíram em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), após aúdio vazado onde ele pede apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Parlamentares de Mato Grosso do Sul saíram em defesa do senador Flávio Bolsonaro após o vazamento de um áudio em que ele pede apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal por suspeita de fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os aliados afirmaram não ver indícios de irregularidades, argumentando que a conversa ocorreu antes dos escândalos envolvendo o Banco Master.

Integrantes da base bolsonarista classificaram o caso como uma tentativa de desgaste político. Para o deputado federal Marcos Pollon (PL), o próprio Flávio deixou claro que “quem deve não teme”.

O deputado federal Luiz Ovando (PL) divulgou nota afirmando que acompanha as denúncias envolvendo o senador, mas ponderou que ninguém pode ser condenado por “manchetes, vazamentos ou conveniência política”. Segundo ele, os fatos precisam ser apurados e o episódio não pode servir como “cortina de fumaça”.

Nas redes sociais, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) também saiu em defesa de Flávio Bolsonaro. O parlamentar argumentou que, na época em que o senador buscou apoio privado para o filme do pai, ainda não haviam surgido denúncias envolvendo Vorcaro e o Banco Master.

“Na época não existia escândalo nenhum e nem qualquer condenação judicial ligada ao nome dele (Vorcaro). Na iniciativa privada funciona assim: quem investe em um projeto participa do lucro, e o que há de ilegal nisso? Absolutamente nada”, afirmou Nogueira.

Na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL) avaliou que, no momento em que a conversa ocorreu, Vorcaro era visto como um empresário “conceituado”. Para o parlamentar, o vazamento não deve afetar uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

“Ele não tratou de verba pública, não tratou de nada relacionado à corrupção. Estava pedindo patrocínio para financiar um filme do pai dele. Então eu não vejo nada de ilegal, nada que possa prejudicar. Apesar do valor ser considerável, não há indício de corrupção”, declarou Razuk.

Já o deputado estadual Carlos Alberto David dos Santos, o Coronel David (PL) afirmou que o episódio não abala a confiança do partido em Flávio Bolsonaro, mesmo após o senador dizer publicamente que não mantinha relação com Vorcaro.

“A confiança continua inabalável, não só minha, mas de grande parte do partido. É o nosso candidato e vai ganhar a eleição”, disse.

Coronel David acrescentou ainda que o tom de proximidade na conversa seria algo comum “entre cariocas” e afirmou que Flávio buscava recursos porque já havia assumido compromissos financeiros com produtores do filme.

Na Câmara Municipal de Campo Grande, vereadores também minimizaram o caso. André Salineiro (PL) disse que o partido ainda deve discutir a melhor forma de conduzir a situação, mas afirmou que é cedo para conclusões.

“Essa ação do Flávio não foi totalmente compreendida. Não há mácula nisso, não houve ato ilegítimo. Ele não pediu dinheiro para enriquecimento próprio, nem para fazer algo errado. Pediu apoio da iniciativa privada para custear o filme”, afirmou.

Na mesma linha, Rafael Tavares (PL) avaliou que a conversa tratava apenas de um pedido de financiamento privado e disse não enxergar irregularidades. Parlamentares ouvidos também defenderam a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso.

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal em março deste ano, sob suspeita de envolvimento em fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Segundo as investigações, o banqueiro é investigado por suposta participação em organização criminosa voltada à ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro, corrupção e acesso ilegal a informações sigilosas.

Vorcaro já havia sido alvo de prisão em 2025. De acordo com a Polícia Federal, mesmo após a primeira operação, ele teria continuado movimentando recursos bilionários em nome de terceiros. A conversa com Flávio Bolsonaro ocorreu em setembro do ano passado, período que, segundo aliados do senador, antecedeu a divulgação dos escândalos envolvendo o banco.

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