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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

05/04/2018 15:17

Fronteira e efetivo de fiscais são desafios para erradicar aftosa em MS

País quer se ver livre da doença sem vacinação até 2023; país já obteve selo do controle do vírus com a imunização

Ricardo Campos Jr.
Presidente da Famasul, Mauricio Saito, durante evento para celebrar selo de país livre de aftosa com vacinação (Foto: divulgação)Presidente da Famasul, Mauricio Saito, durante evento para celebrar selo de país livre de aftosa com vacinação (Foto: divulgação)

Otimizar a vigilância na extensa faixa de fronteira, aumentar o efetivo de fiscais e conseguir recursos para um fundo emergencial são os principais desafios de Mato Grosso do Sul para conseguir, no futuro, o status livre de febre aftosa sem vacinação.

Essa é a meta que não só o estado, mas o país pretende alcançar até 2023, já que foi reconhecido recentemente pelo OIE (Comitê Científico da Organização Mundial de Saúde Animal) por controlar a doença com a ajuda da imunização.

Um evento realizado na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado) simultaneamente em todo o país serviu para comemorar a conquista e apresentar o longo caminho no combate e controle ao vírus.

“Em curto prazo [em razão desse reconhecimento] não teremos muita diferença. Para que atinjamos a médio e longo uma vantagem econômica precisamos ser livres de aftosa sem vacinação. Para isso, temos que acompanhar, agora, a evolução desse programa de erradicação nacional”, disse o presidente da Famasul, Maurício Saito.

Sobre o estado, ele destaca que “temos uma área territorial bastante extensa e com algumas particularidades como o Pantanal. Esses são alguns dos desafios que temos, mas naturalmente esse índice vacinal que temos acima de 97% nos traz uma tranquilidade”, pontua.

Secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck (Foto: divulgação / Semagro)Secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck (Foto: divulgação / Semagro)

Poder público – O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, afirma que o primeiro passo rumo à eliminação da aftosa é manter o selo internacional com a vacinação.

“O segundo ponto é nos estruturarmos para um novo desafio, principalmente na questão da fronteira. Temos a zona de alta vigilância, temos que definir nova metodologia para garantir que não tenhamos, futuramente, problemas”, afirma.

Alcançar essas metas depende de recursos humanos na Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), que graças às recentes aposentarias e saídas de alguns fiscais, tem uma defasagem de aproximadamente 40 profissionais, que paliativamente foi contornada por uma reorganização nas unidades do órgão, mas que no futuro só vai ser sanada com concurso público.

“Temos ainda que criar um fundo emergencial. Esse fundo institucionalmente já está feito, precisamos fazer a alocação de recursos para que tenhamos uma garantia caso venha a ter algum tipo de foco. A tendência do governo é que consigamos manter essa qualidade que nós temos tido em relação à vacinação”, disse o gestor.

 

Auditório cheio durante evento na Famasul para celebrar selo nacional (Foto: divulgação / Semagro)Auditório cheio durante evento na Famasul para celebrar selo nacional (Foto: divulgação / Semagro)

Federal – Esse mesmo problema com funcionários tem a Superintendência Regional do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), segundo o gestor do órgão, Celso Martins.

“A superintendência de Mato Grosso do Sul vem sofrendo um processo de perda de funcionários por aposentadoria, mas tivemos uma contratação recente e tem um concurso agora com chamamento de novos profissionais, há expectativa de acontecer isso de novo ano que vem”.

Segundo ele, a principal ferramenta disponível até agora para controlar a aftosa é a vacinação. Com essa nova fase, na busca pela eliminação do vírus, será necessário reformular as campanhas e identificar os pontos de riscos de permanência ou entrada de atividade viral para que isso seja eliminado.

 



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