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Saúde e Bem-Estar

Capital já soma quase 500 casos de picadas de escorpião; veja como agir

Maioria dos acidentes não leva a quadros graves, mas buscar atendimento é indispensável

Por Cassia Modena | 16/04/2026 10:51
Capital já soma quase 500 casos de picadas de escorpião; veja como agir
Escorpião capturado e colocado em recipiente (Foto: Divulgação/SES)

Ágeis e geralmente pequenos, os escorpiões costumam ser vistos só após uma ferroada. Em meio à dor e pânico quanto à possibilidade de envenenamento, é importante ter em mente o que fazer e aonde ir.

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Campo Grande registrou 498 casos de picadas de escorpião entre janeiro e 15 de abril deste ano, o que representa 24% do total de 2.041 ocorrências registradas em 2025. Especialistas orientam lavar o local afetado com água e sabão e buscar atendimento imediato em uma UPA ou CRS. Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, 95% dos casos são leves, mas crianças, idosos e pessoas com comorbidades exigem atenção redobrada.

Campo Grande já soma 498 casos de picadas este ano, segundo informou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). O dado refere-se ao período de 1º de janeiro a 15 de abril e representa 24% do total de casos registrados no ano passado, que foi de 2.041, conforme números do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).

O que qualquer pessoa vítima do ferrão do animal deve fazer, é lavar o local afetado com água e sabão e procurar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou CRS (Centro Regional de Saúde) imediatamente após perceber a picada. E atenção: não adianta ir até o pronto-socorro de um hospital diretamente, pois o atendimento nesses locais exige regulação.

Coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Karyston Adriel Machado da Costa orienta que deve-se redobrar a atenção às crianças, idosos e adultos com comorbidades.

Ele frisa que 95% a 96% dos casos são leves e não necessitam mais do que administrar analgésico e deixar o paciente em observação na unidade. Somente quadros mais sérios vão demandar a aplicação de soro antiescorpiônico ou antiveneno, que está disponível no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), no caso da Capital, mas só pode ser aplicado após indicação médica obtida na UPA ou no CRS.

Capital já soma quase 500 casos de picadas de escorpião; veja como agir
Coordenador da Vigilância Ambiental, Karyston manipula escorpiões mortos durante evento educativo (Foto: Divulgação/SES)

"Pode passar de leve para moderado a grave em poucos minutos. Por isso, tem que procurar atendimento imediato, principalmente quem faz parte do grupo de maior risco", afirma Karyston.

O coordenador reforça que as UPAs e CRSs estão aptas a fazer o primeiro atendimento, a triagem e o tratamento dos casos leves. "É ali que o paciente vai ser classificado e o médico vai decidir o que deve ser feito. A principal conduta após a picada é não esperar para procurar uma unidade", diz.

Crescimento dos casos - Ainda de acordo com dados do Sinan, 6.924 acidentes com escorpião foram registrados em todo o Mato Grosso do Sul no ano passado. Os números parciais de 2026 ainda não estão disponíveis.

Karyston confirma que a ocorrência apresenta crescimento nos últimos anos  e aponta questões climáticas como uma das principais causas. Com chuvas mais irregulares, temperaturas elevadas e consequentemente maior disponibilidade de alimentos para os escorpiões nesses períodos, eles têm saído de seus "esconderijos" naturais e aparecido em residências com mais frequência.

"As questões climáticas alteram os hábitos desses animais, que não sabem se é primavera, verão, inverno, outono. Eles se desalojam quando há condições, fartura de alimentos", explica.

O que a população pode fazer é manter interior das residências e quintais limpos, sem acúmulo de lixo ou materiais como telhas e tijolos, por exemplo. Outras medidas recomendadas são tampar ralos com panos ou substitui-los por opções com fechamento manual, além de desencostar camas e berços da parede, fazendo uma vistoria em travesseiros, lençóis e cobertas sempre antes de dormir.

Orientações - A população ou profissionais de saúde podem entrar em contato diretamente com o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campo Grande) pelos números abaixo em caso de dúvidas:

Plantão 24 horas (67) 98179-1369 (ligação, WhatsApp, SMS)
Telefone: (67) 3386-8655
Telefone de emergência: 0800-722-6001
E-mail: civitox@saude.ms.gov.br

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