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Campo Grande, Sábado, 25 de Novembro de 2017

13/09/2017 16:01

Delegada vai apurar retirada de carro do local de acidente com morte

Procurador mandou retirar carro da esposa de local de acidente e revoltou família da vítima

Luana Rodrigues e Anahi Gurgel
Momento em que homem não identificado retira carro do local de atropelamento. (Foto: André Bittar)Momento em que homem não identificado retira carro do local de atropelamento. (Foto: André Bittar)

A delegada Célia Maria Bezerra, da 5ª delegacia de Polícia Civil, disse que vai apurar porque um veículo envolvido no atropelamento de uma idosa, na tarde desta quarta-feira (13), foi retirado do local do acidente antes da chegada da polícia. A vítima, Verônica Fernandes de 91 anos, morreu na hora.

A equipe de reportagem do Campo Grande News presenciou o momento em que o marido da condutora do carro, o procurador de Justiça Gilberto Robalinho da Silva, ordenou a um homem que estava com ele, que retirasse o veículo do local, antes mesmo da chegada da polícia de trânsito. Familiares da vítima que estavam no local se revoltaram com a situação.

“A retirada do veículo traz um certo prejuízo para a investigação, porque o local deixou de ser preservado. Nós vamos analisar a razão pela qual o veículo foi levado e por quem, pois dependendo das circunstâncias, a retirada é crime”, disse a delegada.

Célia também informou que até deixar o local do acidente, por volta das 15h40 de hoje, não sabia o paradeiro do veículo. Pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro), é crime de fraude processual, alterar ou retirar o veículos do locais de acidentes com morte, sem autorização da autoridade policial.

O Campo Grande News tentou falar com o procurador de Justiça, depois que ele deixou o local do acidente, mas ele não foi localizado. Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério Público Estadual disse que não irá se manifestar sobre a situação, por se tratar de algo pessoal.

A condutora do veículo e esposa do procurador, Cirlene Lelis Robalinho, 48 anos, passou mal logo após o acidente e deixou o local numa ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), com o rosto encoberto por um tecido. 

Conforme o marido da condutora, um mal-estar também teria sido o motivo do acidente. “Minha esposa me ligou dizendo que passou mal e atropelou uma mulher e achava que essa mulher havia morrido, ela estava muito nervosa”, disse Gilberto Robalinho da Silva, que é procurador de Justiça.

Mas a motorista de transporte escolar, Marlene Salomão, 54 anos, contou outra versão que explicaria o acidente. Ela afirmou à equipe de reportagem que viu a condutora no celular pouco antes do atropelamento. “Eu estava passando e vi ela digitando”, disse. 

A Polícia Civil apura as responsabilidades pelo acidente.



O Brasil não vai mudar enquanto algumas pessoas não tiverem medo.
Medo de punição de verdade (prisão mesmo por tempo justo, perda do cargo, perda de bens), ou medo do povo revoltado.
 
Adriano em 14/09/2017 13:12:56
marido procurador e não conhece a lei? será que vamos ver outro caso de parente protegendo parente igual ao filhinho da desembargadora? Pericia no celular urgente
 
Alex André de Souza em 13/09/2017 16:56:04
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