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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Junho de 2017

17/11/2013 09:04

Pedagogia da leitura: mudanças de paradigma em foco

Silvio Profirio da Silva

 

Consoante Albuquerque (2006) e Barbosa & Souza (2006), por muito tempo, as práticas pedagógicas do ensino da leitura primaram pela Decodificação, aderindo, assim, à extração e, acima de tudo, à reescrita de conteúdos e informações explícitos nos textos. O ensino da leitura focava, portanto, em Práticas Mecânicas de Reprodução. Havia, ainda, uma prática mencionada por uma vasta quantidade de autores da Linguística Aplicada e da Pedagogia - Albuquerque (2006), Bezerra (2001; 2010), Cardoso (2003), Kleiman (2004), Santos (2002), Santos e tal. (2006), Travaglia (1997) etc. – de O Texto como Pretexto. Este assume, nesta perspectiva, a incumbência de suporte didático, para práticas pedagógicas normativas e prescritivas.

Destaca-se, ainda, o fato de a Diversidade Textual não ser algo presente nas práticas pedagógicas do ensino da leitura. Barbosa & Souza (2006) e Soares (1998) postulam que o texto literário foi, durante décadas, o único gênero textual presente no cenário pedagógico, o que erradicava a presença da variedade textual nos espaços escolares. Tais práticas estiveram presentes no cenário educacional, fazendo com que os discentes não tivessem acesso a múltiplas experiências de leitura e a diversos gêneros textuais.

De acordo com Albuquerque (2006) e Albuquerque e tal. (2008), nos anos de 1980, as discussões acadêmicas tocantes à escolarização leitor expandem-se consideravelmente, acarretando, deste modo, o despontar de novos paradigmas para o ensino desta competência linguística. Os autores mencionados acima citam os postulados pedagógicos [Pedagogia], linguísticos [Linguística], psicológicos [Psicologia], filosóficos [Filosofia] e sociológicos [Sociologia] enquanto proponentes de novos paradigmas para a prática pedagógica do ensino da leitura (ALBUQUERQUE, 2006; ALBUQUERQUE et al, 2008). Ou seja, tais paradigmas acarretam novos modelos atinentes ao ensino desta ferramenta linguística.

Na ótica de Albuquerque (2006), Koch & Elias (2006) e Santos (2002), a leitura vai assumir, a partir deste novo contexto paradigmático,a incumbência de ato de Construção de Sentido. Ato este advindo da articulação/ junção autor e leitor, necessitando, para isto, da mediação do texto. Há, também, nesta perspectiva de leitura, marcas cognitivas, bem como saberes do leitor.

Para Koch & Elias (2006) e Santos (2002), a leitura enquanto elaboração/ produção de sentido se dá mediante ao uso de saberes por parte do leitor – Conhecimento Linguístico, Enciclopédico e Interacional. Atrelado a isto, o leitor faz uso de uma gama de práticas cognitivas, tais como: Antecipação, Dedução, Elaboração/ Formulação de Hipóteses, Inferência, Paráfrase, Seleção etc. (KLEIMAN, 2008; KOCH & ELIAS, 2006).

Destaca-se, também, a inclusão da Diversidade/ Variedade Textual nas práticas pedagógicas do ensino da leitura. O ensino desta ferramenta linguística passa, então, a fazer uso de uma vasta seleção textual, como, por exemplo: Anúncios, Cartas do Leitor, Cartuns, Charges, Cordéis, Fábulas, Gráficos, Histórias em Quadrinhos – HQS, Mapas, Notícias, Propagandas, Receitas, Reportagens, Textos Expositivos Argumentativos, Textos injuntivos, Textos Literários, Tirinhas etc..Tudo isto ocasiona não só novas práticas pedagógicas para o ensino da leitura, mas, sobretudo, modificações na forma como o leitor dá sentido às informações e elabora significação perante o texto.

Silvio Profirio da Silva - Graduando em Licenciatura em Letras

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Um artigo bem escrito assim com um nível intelectual aguçado, todo embasado, só poderia ser escrito por um graduado em Letras. Parabéns!
 
Cris Parron em 17/11/2013 12:45:38
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