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Cidades

Bitto Pereira é eleito presidente da OAB em Mato Grosso do Sul

Bitto teve 4.397 mil votos e Rachel Magrini recebeu 3.775 mil

Por Adriel Mattos e Anahi Zurutuza | 19/11/2021 18:45
Ao lado de Camila Bastos, Bitto Pereira comemora vitória; na foto, Ary Raghiant e Mansour Karmouche, da esquerda para a direita, também festejam resultado. (Foto: Paulo Francis)
Ao lado de Camila Bastos, Bitto Pereira comemora vitória; na foto, Ary Raghiant e Mansour Karmouche, da esquerda para a direita, também festejam resultado. (Foto: Paulo Francis)

O advogado Luís Cláudio Pereira, o Bitto, foi eleito nesta sexta-feira (19) presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso do Sul). O resultado foi anunciado por volta das 18h30, uma hora e meia depois do encerramento da votação.

Bitto teve 4.397 mil votos e Rachel Magrini recebeu cerca de 3.775 mil. A candidata Giselle Marques, que ficou em terceiro lugar, foi até a sede da OAB-MS para parabenizar o eleito.

Gisele Marques abrançando Bitto Pereira para parabenizar o adversário pela vitória. (Foto: Paulo Francis)
Gisele Marques abrançando Bitto Pereira para parabenizar o adversário pela vitória. (Foto: Paulo Francis)

"Meu sentimento agora é de gratidão a toda advocacia sul-mato-grossense, que acreditou no projeto, de propostas, de ideias, de trabalho coletivo. Nós sempre conjugamos a vitória no plural e assim foi", foram as primeiras palavras de Bitto, após o anúncio do resultado .

Natural de Campo Grande, Pereira tem 45 anos. Ele tem 22 anos de carreira, que teve início já na OAB, quando Bitto presidiu a Comissão da Jovem Advocacia. Ele ainda comandou o Instituto dos Advogados de Mato Grosso do Sul.

Em entrevista ao Campo Grande News, em junho, o novo presidente destacou seu compromisso para atuar em defesa das prerrogativas e honorários da categoria.

“Nesse período, estamos ouvindo e propondo ideias com a classe de advogados e com toda a sociedade. Sabemos que prerrogativas e os honorários são pontos fundamentais e andam juntos. Prerrogativa é o ganha pão, sem prerrogativas não conseguimos prestar um bom atendimento e sem um bom atendimento ficamos também sem clientes, logo ficamos sem honorários”, explicou.

Advogados que apoiaram a candidatura de Bitto e Camila também comemoram. (Foto: Paulo Francis)
Advogados que apoiaram a candidatura de Bitto e Camila também comemoram. (Foto: Paulo Francis)

Apoiado pelo atual presidente Mansour Karmouche, ele citou um avanço muito importante conquistado em prol da advocacia, que foi a lei que criminaliza a violação às prerrogativas profissionais dos advogados, em seu período como conselheiro federal.

“Foi uma vitória muito grande, o projeto estava parado no Senado Federal. Essa lei possibilitou que todos os advogados do Brasil possam realizar uma melhor prestação de serviço”, destacou.

Além de Bitto, que é atualmente conselheiro federal da OAB, foram eleitos ainda Camila Bastos (vice-presidente), Luis René Gonçalves do Amaral (secretário-geral), Janine Antunes Delgado (secretária-geral adjunta) e Fábio Nogueira Costa (tesoureiro). Para representar o Estado no Conselho Federal, irão Mansour Karmouche, Ricardo Souza Pereira e Andrea Flores.

Durante a campanha, Bitto recebeu amplo apoio da categoria. A Aprems (Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul) e a ANA-MS (Associação dos Novos Advogados de Mato Grosso do Sul) foram algumas das entidades que declararam apoio à sua candidatura.

Em saguão da OAB/MS, lotado de advogados, vencedor é aplaudido. (Foto: Direto das Ruas)
Em saguão da OAB/MS, lotado de advogados, vencedor é aplaudido. (Foto: Direto das Ruas)

Números – Se a OAB/MS fosse um município, Bitto comandaria o 39º de Mato Grosso do Sul. Atualmente, são 16,8 mil advogados inscritos na entidade. São mais advogados que a população de Iguatemi, que tem 16,2 mil habitantes.

Olhando apenas para o eleitorado, a OAB, com 10,5 mil adimplentes, também fica à frente de Iguatemi, que tem 10,2 mil eleitores.

Mansour comentou sobre a responsabilidade de estar à frente da entidade e aproveitou para criticar o "baixo nível" da campanha eleitoral. "A Giselle foi excepcional, trouxe propostas, como deveria ser uma campanha. Estavam [chapa de Raquel] comigo ontem e agora sou inimigo. Qual a lógica? Como a sociedade, a advocacia dá o recado nas urnas. Quando ganhei a primeira eleição, me perguntaram numa entrevista ao Campo Grande News se achei que fui muito atacado. O resultado das urnas deram a resposta, a democracia mostrou".

(*) Matéria editada às 20h10 para acréscimo do total de votos dos candidatos.  

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