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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

19/07/2019 06:36

Com a 14 quase pronta, Rui Barbosa recebe estudo para transformação

Na via, uma das mais movimentadas do Centro, está prevista instalação de corredor do transporte coletivo

Marta Ferreira
Equipe trabalha nos levantamentos para elaboração de projeto do corredor de mobilidade na Rui Barbosa, que será executado após entrega das obras na 14 de Julho. (Foto: Schettini Engenharia)Equipe trabalha nos levantamentos para elaboração de projeto do corredor de mobilidade na Rui Barbosa, que será executado após entrega das obras na 14 de Julho. (Foto: Schettini Engenharia)

A rua mais antiga do Centro de Campo Grande, a 14 de Julho, está de cara nova e tem previsão de ser entregue renovada à população até dezembro de 2019, depois de anos de expectativa da para revitalização da região, ou requalificacão, como a Prefeitura chama tecnicamente esse tipo de intervenção. Pois enquanto a via, um dia chamada só de “Beco”, está quase em seus finalmentes, equipes elaboram o projeto de transformação de outra rua antiga e crucial na vida de quem anda pela área central da cidade, principalmente os usuários de transporte coletivo: a Rui Barbosa.

Diferente da 14, onde os clientes a pé são os mais beneficiados com as mudanças, na Rui Barbosa, o objetivo principal é organizar o tráfego de ônibus, criando o tão esperado corredor do transporte coletivo, sonho de décadas entre os campo-grandenses. O estudo, ao custo de R$ 620 mil, vai definir como serão as interferências em trecho de 8 quilômetros da rua, desde quando ela começa, próximo à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) até onde termina, na avenida Rachid Neder, no bairro São Francisco. 

Na rua - Vencedora da licitação aberta em janeiro e concluída agora em julho, a construtora Schettini Engenharia, de Campo Grande, é a responsável pelo trabalho. Com prazo até o dia 28 de novembro, a empresa começou o estudo pelos levantamentos topográficos, pontapé de qualquer obra do tipo, e de geotécnica, usados para estabelecer como deve ser o pavimento necessário para a região. Biólogos e arquitetos também trabalham para dar suporte ao estudo.

Coordenador do projeto, o engenheiro civil Ricardo Schettini acredita ser possível concluir essa primeira fase em 30 dias. A empresa formou o consórcio CIA Schettini para elaborar o projeto de requalificação da 14 de Julho.

Schettini explica que para o corredor de mobilidade, nome oficial do empreendimento público, a previsão é de duas características diferentes para as intervenções. Do início da Rui Barbosa até a Avenida Fernando Correa da Costa, estão previstas reorganização viária, nova sinalização, tratamento da parte arbórea e implantação de estações de embarque e desembarque. Vai ser assim, também, no trecho da Mato Grosso até a Rachid Neder.

Da Fernando Correa até a Mato Grosso, no "Centrão", entra o tratamento apelidado de “classe VIP”. O padrão é parecido com a repaginada feita na 14 de Julho, com calçada diferenciada e alterações substanciais no trecho destinado ao tráfego de ônibus.

Haverá faixa exclusiva para os veículos do transporte coletivo, do lado esquerdo. Eles vão ocupar 4 metros da pista na maioria da extensão. Onde forem implantadas as estações de embarque e desembarque, a faixa para os ônibus vai dobrar.

Nesses pontos, a ilha de desembarque vai ser feita onde hoje é apenas pista. Isso, informa o engenheiro, se deve à necessidade de preservar espaço para as calçadas e para os pedestres, além de assegurar que as fachadas dos empreendimentos comerciais não sejam prejudicadas.

Com o corredor implantado, a expectativa é de permitir ampliação da velocidade dos coletivos da média atual de 16 quilômetros para 25 quilômetros. De acordo com Schettini, isso é possível graças ao maior espaço para tráfego.

O engenheiro faz a ressalva de que os veículos de passeio vão compartilhar a via com os ônibus, mas a prioridade será para o transporte de passageiros. A Rui Barbosa é, historicamente, a rua por onde passam mais coletivo em Campo Grande. A quantidade aumentou depois da retirada do trânsito desse tipo de veículo da 14 de Julho.

Arte: Ricardo OliveiraArte: Ricardo Oliveira

Planos – A Prefeitura pretende começar os serviços em janeiro. Elas serão tocadas por uma empresa ainda a ser contratada. O investimento estimado é de até R$ 30 milhões. A Rui Barbosa faz parte do corredor de transporte sul, planejado para Campo Grande. No total, são 17 quilômetros.

Com o contingenciamento de recursos do orçamento da União, que haviam sido previstos em 2012, a Prefeitura decidiu incluir a requalificação da via como extensão do Projeto Reviva Campo Grande, em andamento na 14 de Julho.

O Reviva Campo Grande é financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que destinou US$ 56 milhões, cerca de R$ 200 milhões para todo o projeto. A iniciativa também inclui reconfiguração das ruas transversais à 14, no quadrilátero entre as ruas Mato Grosso, Calógeras, Fernando Correa da Costa e Padre João Crippa. 

De acordo com a coordenadora de projetos especiais da Segov (Secretaria de Governo), Catiana Sabadin, nesse trecho, a previsão é de trabalho menos complexo que na 14 de Julho, onde até a fiação foi retirada. Para essa etapa, posterior às intervenções na Rui Barbosa, um consórcio venceu, neste mês, a licitação para elaboração do projeto executivo, e receberá R$ 666 mil. Integram o consórcio as empresas Coba S.A, de Portugal, Coba LTDA, do Brasil e ainda Nova Engevix, brasileira.

Com as alterações previstas, ônibus terão faixa exclusiva e vão andar mais rápido, segundo o projeto. (Foto: Kisie Ainoã)Com as alterações previstas, ônibus terão faixa exclusiva e vão andar mais rápido, segundo o projeto. (Foto: Kisie Ainoã)
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