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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

03/05/2015 11:13

Desenvolvimento chega, melhora vida, mas não afasta violência de bairro

Alan Diógenes
Shopping center e loja de departamentos trouxe desenvolvimento à Vila Nhál-Nhá, mas pontos de venda de drogas incomoda moradores. (Foto: Pedro Peralta)Shopping center e loja de departamentos trouxe desenvolvimento à Vila Nhál-Nhá, mas pontos de venda de drogas incomoda moradores. (Foto: Pedro Peralta)
Morador acredita que instalação de posto policial resolveria o problema. (Foto: Pedro Peralta)Morador acredita que instalação de posto policial resolveria o problema. (Foto: Pedro Peralta)

Apesar de receber um shopping center e uma loja de departamentos, a Vila Nhá-Nhá ainda enfrenta problemas de violência. Moradores e comerciantes da região disseram que o desenvolvimento chegou através da infraestrutura que melhorou no bairro, mas um problema antigo ainda persiste em preocupá-los: a grande quantidade de "bocas de fumo".

Conforme a costureira Erceline Garcia, 30 anos, que mora há 13 com os pais no bairro, é comum ver a grande movimentação de usuários e traficantes nas ruas, quando a noite cai. “O nosso problema ainda é o uso e venda de drogas. No período noturno é possível ver uma grande movimentação por aqui. Mas apesar de tudo, nunca fomos roubados ou furtados”, comentou.

Erceline disse que de uns cinco anos para cá a violência no bairro diminuiu, mas ainda causa dor de cabeça para a população local. “A gente começou a perceber que as coisas começaram a mudar depois que fizeram o Shopping Norte Sul Plaza e as Lojas Havan. Como as pessoas têm que passar por dentro do bairro para chegar aos estabelecimentos, os bandidos começaram a ficar intimidados. Mas ainda existe violência, vire e mexe morre um aqui”, comentou.

O aposentado José Santarene, 72, acredita que a instalação de um posto policial dentro do bairro resolveria o problema. “Existem muitos pontos de venda de drogas aqui dentro, teve época que era bem feio, está melhor, mais ainda existe. Se tivessem mais policiais não haveria assassinatos, brigas de gangues, entre outros crimes”, destacou.

A proprietária de um bazar, que pediu para não ser identificada por medo de sofrer represálias, contou que também é comum ver ladrões passando com coisas roubadas. Ela falou que por esse motivo é muito difícil a compra e venda de casas no bairro.

“Ninguém quer comprar. Existe casas que estão a venda há muito tempo. E quem não conhece a região e compra, acaba fazendo um casamento e ficam anos por aqui. Cerca de 20 moradores se reuniram para pedir mais policiamento na região, mas até agora nada aconteceu”, finalizou.

O comandante de Policiamento Metropolitando, coronel da Polícia Militar Francisco de Assis Ovelar, informou que a legislação branda dificulta o combate ao tráfico de drogas na região. "Com a descriminalização do consumo de drogas, traficantes pequenos são presos todos os dias, mas acabam soltos porque alegam ser usuários de drogas. Uma grande quantidade de drogas é apreendida, ou seja, o grande tráfico estamos combatendo, mas o tráfico tipo "formiguinha", de pequena quantidade de droga, o traficante só assina um termo de compromisso que não vai mais andar com certa quantia de droga e é liberado", concluiu.

Vila é conhecida pelas ruas estreitas, os chamados becos que são utilizados para o comércio de drogas. (Foto: Pedro Peralta)Vila é conhecida pelas ruas estreitas, os chamados "becos" que são utilizados para o comércio de drogas. (Foto: Pedro Peralta)
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Caros colegas,

O shopping ou a loja Havan não ficam na vila Nhanhá e sim na vila Bom Jardim ou até podemos já dizer, como "baixo centro", pois ficam em avenidas polos e independentes de 'bairro'.

Como também, os centros comerciais até ficam próximos da vila, mas no mínimo umas 10 quadras ou uns 1,5 km, do comecinho da Nhanha. E quem vem de fora do bairro, não passa por dentro da vila...se muito ao lado na Avenida Ernesto Geisel.

E a violência lá é exclusiva ao trafico de drogas....que graças a Deus, até meio diferenciado, não atinge muito ou quase nada, os bairros vizinhos. Ainda bem até, que também não afeta as proximidades dos comércios.
 
Lucio Borges Ortega em 03/05/2015 19:35:43
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