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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

21/09/2016 16:17

Homem que atirou pelas costas e matou ex pega 16 anos de prisão

Josuel da Silva foragido pelo mesmo tempo da pena, foi preso no ano passado e julgado hoje

Anahi Zurutuza
Réu passou o julgamento de cabeça baixa e disse aos jurados que se arrepende (Foto: Alcides Neto)Réu passou o julgamento de cabeça baixa e disse aos jurados que se arrepende (Foto: Alcides Neto)

Josuel Aparecido da Silva, 58 anos, que estava foragido desde 2000 e foi a júri popular na manhã desta quarta-feira (21), foi condenado a 16 anos de reclusão em regime fechado por matar a ex-mulher. Durante o julgamento, ele disse que se arrepende e que nunca havia comentado sobre o crime com ninguém.

Emília Brito foi assassinada com três tiros, na frente do filho, que na época tinha 7 anos. O crime aconteceu no dia 1º de fevereiro de 1999, na rua Camburu, no bairro Coophatrabalho – no noroeste de Campo Grande.

Segundo a acusação, Josuel e Emília estavam separados há algum tempo e ele foi até a casa da ex na tentativa de reatar o casamento. Os dois saíram para conversar e quando retornaram, o réu sacou o revólver e disparou contra a mulher.

Ela foi atingida pelas costas com três tiros, na frente da criança. Emília chegou a ser socorrida para a Santa Casa, mas morreu um dia depois.

Júri – O réu não foi julgado antes, porque estava foragido. Ele foi preso no dia 6 de outubro do ano passado, em Ribas do Rio Parado, distante 103 km de Campo Grande.

Para o júri, Josuel admitiu ter matado a ex-mulher porque ela teria dito a ele que não o queria de volta como companheiro.

O Ministério Público ressaltou aos jurados que o assassino agiu por motivo torpe, porque a ex-companheira não quis reatar o relacionamento, sendo que ele não aceitava a separação. A acusação ainda reforçou que ele usou de recurso que dificultou a defesa dela, pois dissimulou o propósito de homicida, convidando-a para a conversa, depois atirando pelas costas.

O júri condenou o réu por homicídio qualificado e o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, fixou a pena em16 anos de prisão.



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