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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

10/07/2012 18:20

Irmão veio de São Paulo só para ajudar assaltante em fuga, diz Polícia

Nadyenka Castro

O que parecia uma simples visita familiar era o início da parte prática do plano de fuga de Marco Antonio Cuenca

Comparsa da fuga, Reginaldo, e o irmão que trocou de lugar com o preso, Werinton. (Foto: Minamar Júnior)Comparsa da fuga, Reginaldo, e o irmão que trocou de lugar com o preso, Werinton. (Foto: Minamar Júnior)

Preso desde fevereiro deste ano no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande, por roubo a banco, Marco Antonio Cuenca, 34 anos, só era visitado pela esposa. Cinco meses depois, no último domingo (8), recebeu a primeira visita do irmão, Werinton Velane Cuenca, 32 anos.

O que parecia uma simples visita familiar era o início da parte prática do plano de fuga de Marco Antonio fugiu do presídio pela porta da frente.

De acordo com o delegado Márcio Obara, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) , Werinton entrou na unidade penal exclusivamente para dar fuga ao irmão. Conforme o delegado, inicialmente Werinton falou que durante a visita tomou um remédio para dor de cabeça, adormeceu e acordou ‘preso’.

No entanto, ficou constatado que o único motivo da visita era a fuga. “Ele fez a carteira de visitação na quinta-feira”, lembra Obara. Werinton saiu de Jundiaí, São Paulo, de ônibus e três dias antes de entrar no presídio conseguiu a autorização da Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária) para passar algumas horas junto de Marco Antonio.

Segundo a Polícia, Werinton retornou para Jundiaí e voltou para a Capital no domingo. No início da manhã desse dia, ele entrou na Máxima, passou pelas revistas e, lá ficou. Já o irmão, Marco Antonio, fez o caminho inverso: o de saída. Passou por vários portões, assinou como se fosse Werinton e saiu pela porta da frente do local.

Câmeras de segurança da Máxima registraram a saída do assaltante. As imagens mostram Marco Antonio na área interna, na fila em meio a várias mulheres, e depois já na área externa, andando meio cambaleando em direção à rua. Os registros mostram ele também atravessando a via. A Polícia nem a Agepen cederam as imagens.

O assaltante atravessou a via para pegar uma mochila deixada pelo irmão no comércio localizado em frente ao presídio.

Assaltante Marco Antonio estava preso em Campo Grande desde fevereiro deste ano. (Foto: Paula Vitorino)Assaltante Marco Antonio estava preso em Campo Grande desde fevereiro deste ano. (Foto: Paula Vitorino)

De acordo com a Polícia, Marco Antonio já planejava a fuga há algum tempo. “Ele quase não saía para o banho de sol para não ser reconhecido pelos agentes”, conta Obara. Além disso, ele sabia da rotina do estabelecimento penal.

Agentes verificaram que havia movimentação suspeita logo em seguida à saída. Ao tentarem revista na cela de Marco Antonio, internos tentaram dificultar o trabalho.

Ajuda - O plano para fugir do presídio sem ser descoberto contava com a ajuda de Reginaldo Acedo, 34 anos, que também foi preso. Cabia a Reginaldo levar Marco Antonio da frente da Máxima até a BR-262, que fica a poucos quilômetros da unidade penal.

Em depoimento à Polícia, Reginaldo disse que foi contratado por telefone, que não conhecia Marco Antonio, mas sim outros presidiários, e que receberia R$ 10 mil.

Reginaldo é de Ribas do Rio Pardo, município onde Marco Antonio assaltou uma agência do Banco do Brasil no início deste ano. Município onde também ele – Reginaldo – assaltou uma agência do Banco Bradesco, em 2006.

Ele foi condenado a 22 anos por roubo; recorreu da pena e conseguiu redução para 14 anos.

Ficou preso em São Paulo, conseguiu progressão de pena, mas, fugiu do regime semiaberto. Ficou um mês e meio foragido em Goiás e foi preso na Capital.

Na mochila que havia sido deixada para Marco Antonio estavam documentos de Reginaldo: um com nome falso e outro com o verdadeiro.

Assaltante - Marco Antonio tem várias passagens pela Polícia por roubo. O último praticado por ele, que estava foragido do regime semiaberto paulista, foi em Ribas do Rio Pardo.

O assaltante foi preso três dias depois na divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraná, com duas pistolas calibre 380 com numeração raspada, cerca de R$ 96 mil em dinheiro e dois radiocomunicadores.

Werinton não tinha passagens pela Polícia e disse que comprou as passagens de ida e volta para Campo Grande com seu próprio dinheiro. Declarou que sua intenção era ajudar o irmão, porque tinha sido avisado que não iria ficar preso por muito tempo.



Para mim falta interesse em resolver a questão de fugas.
Se os estabelecimentos penais tivessem equipamento de identificação por meio de impressões digitais, evitaria tais fucas pela porta da frente.
Mas, deverá ser investigado. Quem sabe a facilitação de alguém esteja por traz de mais esta fuga espetacular.
 
jose luiz kreutz em 11/07/2012 07:39:05
acho difícil que acontecer novamente um caso igual mas que sirva de exemplo para os agentes evitarem novas fugas ou que seja melhorado esse processo de identificação dos visitantes.
 
Jean Sanches em 10/07/2012 07:45:01
SERIA COMICO SE NÃO FOSSE TRAGICO, MAIS UM PERIGOSO ELEMENTO SOLTO NA RUA E A NOSSA CADEIA QUE VERGONHA ENTRA DE TUDO CELULAR DROGAS, E TANTAS OUTRAS PORCARIAS E AGORA DEIXAM O CARA PASSAR NA MORAL,,,,,, manda ai BIAL...
 
MATEUS COSTA em 10/07/2012 07:26:28
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