Júri condena acusado de matar jovem e ocultar corpo em fossa a mais de 21 anos
Ocorrido em 2020, o caso teve participação de outro réu já punido anteriormente
Iago Romão de Almeida, conhecido como “Neguinho”, foi condenado a 21 anos, 2 meses e 10 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Leonardo Gomes Lescano, de 23 anos.
RESUMO
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O julgamento ocorreu na 2ª Vara do Tribunal do Júri, na manhã desta sexta-feira (8), sob presidência do juiz Aluízio Pereira dos Santos, com atuação do promotor Francisco de Salles Bezerra Farias Neto e defesa do advogado Nilson da Silva Geraldo.
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Conforme a sentença, o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O réu teria atraído o jovem até um imóvel sob o pretexto de consumir bebida alcoólica, mas o local já havia sido previamente escolhido para a execução. Durante o encontro, Leonardo foi surpreendido e atacado, sem chance de reação.
A decisão também apontou planejamento prévio, destacou o grau de violência empregado e a participação de mais de uma pessoa. Maxsuel Bruno da Silva, o “Maquito”, já havia sido condenado pelo crime em abril de 2025. A culpabilidade de Iago foi considerada elevada, com dolo intenso e clara intenção de matar.
Na dosimetria, a pena pelo homicídio qualificado foi fixada em 18 anos e 8 meses de reclusão. Já pelo crime de ocultação de cadáver, a condenação foi de 2 anos, 6 meses e 10 dias de reclusão, além de 40 dias-multa. O corpo da vítima foi escondido dentro de uma fossa, o que dificultou a localização e agravou a conduta.
As penas foram somadas em razão do concurso material, totalizando mais de 21 anos de prisão. O juiz também considerou a reincidência do réu, que já possuía condenações por tráfico de drogas, organização criminosa e roubo majorado. Por se tratar de crime hediondo, o cumprimento da pena será em regime fechado.
A sentença também determina o pagamento de indenização mínima de R$ 10 mil aos familiares da vítima, com correção monetária e juros. O valor pode ser ampliado na esfera cível, caso haja ação própria.
Durante o júri - O vigilante Marcial Benigno Lescano, de 56 anos, acompanhou em silêncio o julgamento do acusado pela morte do próprio filho. Leonardo Gomes Lescano desapareceu na madrugada de 12 de junho de 2020, após sair de casa na garupa de uma moto, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. Quatro dias depois, o jovem foi encontrado morto dentro de uma fossa, em uma residência na Rua Martin Afonso de Souza.
Ao Campo Grande News, o pai afirmou ter ouvido o momento em que o réu chamou o filho no portão naquela madrugada. Segundo ele, Iago não apenas participou da ocultação do corpo, mas também do assassinato.
Durante interrogatório, o réu negou participação no crime e atribuiu a responsabilidade a Maxsuel Bruno da Silva, já condenado. Iago afirmou que esteve no local após receber uma ligação, mas disse não ter entrado na casa. Ele também declarou que não acionou a polícia por estar foragido da Justiça à época e negou ter ajudado a ocultar o corpo, alegando que o comparsa tentava envolvê-lo no crime.
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