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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

01/11/2017 09:40

Justiça nega liberdade a acusado de matar a ex e esconder corpo em sofá

Ricardo Campos Jr.
Eduardo no momento em que foi preso no Paraguai (Foto: Edicarlos Oliveira)Eduardo no momento em que foi preso no Paraguai (Foto: Edicarlos Oliveira)

A Justiça negou pedido de liberdade ou prisão domiciliar para Eduardo Dias Campos Neto, acusado de matar a mulher e esconder o corpo dela dentro de um sofá-cama em 2007, no bairro Coophamat. Após o crime ele fugiu, ficou dez anos foragido usando identidade falsa e foi preso em agosto deste ano no Paraguai.

Os advogados do réu alegaram que ele tinha o direito de sair da cadeia por ter bons antecedentes, ser réu primário, ter domicílio fixo e trabalho lícito. Além disso, sofre de câncer, necessitando de tratamento especializado que não tem sido prestado no presídio onde está.

Diante disso, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, onde o caso deve ser submetido a julgamento popular, negou o pedido “para garantir a ordem pública e assegurar a manutenção da lei penal”.

O magistrado entendeu que a doença não pode ser motivo para a soltura e lembrou o tempo que o réu ficou desaparecido, “comportando-se de forma arredia à condução do desenvolvimento válido e regular do processo”.

Crime - A vítima, Aparecida Anuanny Martins de Oliveira, de 18 anos, foi dada como desaparecida por dois dias, até ser encontrada no apartamento de Eduardo, seu ex-marido.

Quem encontrou o corpo foi a mãe dele, ao procurar a causa do mau cheiro que estava na residência. Aparecida tinha ido à casa de Eduardo, que era instalador de alarmes, buscar o filho, que tinha dois anos na época.

Sinais no corpo da vítima indicavam que ela foi morta por estrangulamento. Segundo a mãe revelou na época, Aparecida era alvo de ameaças constantes de Eduardo, que não se conformava com a separação do casal.



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