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Capital

Motorista preso "por engano" após roubo em shopping pede indenização ao Estado

Homem de 47 anos diz que o carro estava em Miranda no dia do crime e nega envolvimento

Por Gabi Cenciarelli | 08/05/2026 14:07
Motorista preso "por engano" após roubo em shopping pede indenização ao Estado
Viatura da PM em frente à Defurv, onde são investigados roubos e furtos de veículos (Foto: Geniffer Valeriano)

Um motorista de aplicativo de 47 anos entrou na Justiça contra o Estado de Mato Grosso do Sul pedindo quase R$ 30 mil em indenização após ser preso e ter o carro apreendido durante investigação de um roubo em um shopping de Campo Grande. Segundo a ação, ele foi confundido com um dos envolvidos no crime por erro na identificação do veículo.

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Motorista de aplicativo de 47 anos e sua mãe processam o Estado de Mato Grosso do Sul pedindo R$ 29.854,39 em indenização após o veículo da família, um Volkswagen Polo prata, ser confundido com um carro roubado em Campo Grande. O homem foi preso em Terenos no dia 3 de janeiro e o automóvel ficou apreendido até 11 de fevereiro, impedindo-o de trabalhar. A defesa alega que o carro estava em Miranda no dia do crime.

Conforme a denúncia ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o Volkswagen Polo prata da família foi associado de forma equivocada a um roubo ocorrido em 30 de dezembro de 2025. O veículo pertence à mãe do motorista, mas era utilizado por ele para trabalhar em aplicativos de transporte.

A defesa afirma que, no dia do crime, tanto o motorista quanto o carro estavam em Miranda, distante cerca de 200 quilômetros de Campo Grande. Conforme o processo, a localização poderia ser comprovada por rastreamento do veículo.

Mesmo assim, o homem acabou abordado no dia 3 de janeiro em um posto avançado da PRF (Polícia Rodoviária Federal), em Terenos. Conforme a ação, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia da cidade após ser apontado como suspeito do roubo.

O processo sustenta que a investigação confirmou posteriormente que o carro envolvido no crime não era o veículo da família, reforçando a tese de erro na identificação.

Além da prisão, o Polo permaneceu apreendido entre 3 de janeiro e 11 de fevereiro. A defesa afirma que o motorista ficou impossibilitado de trabalhar durante o período e sofreu perda de renda.

A ação também relata que policiais foram até a residência do motorista, em Campo Grande, em busca de arma e objetos supostamente ligados ao roubo. Segundo o processo, a diligência causou constrangimento aos familiares.

Mãe e filho pedem R$ 29.854,39 por danos morais e materiais. O valor inclui R$ 20 mil por danos morais, além de prejuízos ligados ao financiamento do veículo e à perda de renda durante o período em que o carro ficou apreendido.

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