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Onde nem tapa-buraco resolve mais: confira as vias que devem ser recapeadas

A prefeitura definirá os trechos que receberão as obras durante a execução dos contratos

Por Viviane Oliveira | 24/07/2026 06:30

Clique no mapa e veja se sua rua está na lista:

RESUMO

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Campo Grande licitou a recuperação de asfalto em 652,2 quilômetros de vias urbanas por R$ 37,65 milhões, valor abaixo dos R$ 42,59 milhões estimados. O contrato foi dividido em sete lotes entre empresas de engenharia. As obras abrangem as sete regiões da cidade, com maior extensão na Lagoa. O recapeamento será feito após reparos emergenciais, com previsão de conclusão até 2028.

Levantamento da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) lista ruas e avenidas das sete regiões urbanas de Campo Grande utilizadas como referência para a licitação que vai contratar empresas responsáveis pela recuperação do asfalto. O processo teve valor estimado em R$ 42,59 milhões e foi homologado por R$ 37,65 milhões.

As vias foram selecionadas após levantamentos realizados pela equipe da secretaria, com base em dados do Sistema Municipal de Geoprocessamento e vistorias de campo. Entre os critérios adotados estão a frequência de problemas no pavimento, a importância das vias para o fluxo de veículos e as condições do asfalto.

Na região do Prosa, por exemplo, o levantamento inclui ruas como Antônio Rahe, Elias Nachif, Naviraí, Buenos Aires, Carneiro de Campos, Sérgio Porto, Marlene, Arcênia, Santa Bárbara, Clóvis, Cláudia, Cassilândia, das Garças, Frederico Soares, João Akamine, José Gomes Domingues, Manoel Inácio de Souza e Nortelândia.

No Anhanduizinho, aparecem a Rua da Doçura, Rua Tenente Gabino Soilet Soares, Rua da Divisão, Avenida Costa Melo, Avenida Anhembi, Rua do Piano, Rua Jornalista Valdir Lago, Avenida Arquiteto Vila Nova Artigas, Rua Jussara, Rua Pirituba e Rua Jatobá, entre outras.

O estudo também reúne vias da região Central, como Maracaju, Sete de Setembro, Goiás, Alagoas, Paissandu, Uberlândia, Manoel Seco Tomé e Rua das Garças.

No Imbirussu, constam Rua Três Lagoas, Avenida Manoel Ferreira, Rua Cruzeiro do Sul, Rua Doutor Antônio Leite de Campos, Rua Evaristo de Moraes, Rua Caiuás, Rua Guanabara e Rua Tupinambás.

Na Lagoa, estão Rua da Pátria, Rua Pedro Álvares Cabral, Rua Albert Sabin, Rua Alexandre Fleming, Rua Salim Maluf e Rua Vicente Solari, entre outras. Entre os serviços previstos estão a retirada da camada danificada do asfalto, a recomposição da pista e a aplicação de um novo revestimento.

Onde nem tapa-buraco resolve mais: confira as vias que devem ser recapeadas
Rua da Divisão está entre as vias listadas no estudo da Sisep (Foto: Nazira Inez)

O estudo aponta que aproximadamente 652,2 quilômetros de vias precisam desse tipo de intervenção, o equivalente a uma área de cerca de 5,27 milhões de metros quadrados. A maior extensão está na região da Lagoa, com 112,4 quilômetros, seguida por Anhanduizinho (105,4 km), Bandeira (104 km), Prosa (103,1 km), Imbirussu (81,7 km), Centro (74,6 km) e Segredo (70,7 km).

A concorrência foi dividida em sete lotes e homologada em favor das empresas Construtora Rial Ltda., RR Barros Serviços e Construções Ltda., Gradual Engenharia e Consultoria Eireli, Relevo Engenharia Ltda., Asfaltec Usina de Asfalto e Tecnologia Ltda. e André L. dos Santos Ltda.

O memorial da licitação informa que a relação de ruas apresentada tem caráter "exemplificativo e estimativo". Em outras palavras, foi utilizada para dimensionar a licitação, enquanto a definição das vias que efetivamente receberão as obras será feita posteriormente pela prefeitura, conforme as necessidades identificadas durante a execução dos contratos.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, a mão de obra já está contratada e o fornecimento da massa asfáltica será feito por meio de consórcio. "Os processos licitatórios foram concluídos no primeiro semestre", afirmou.

Sobre o cronograma, o titular da pasta explicou que a execução das obras seguirá critérios técnicos de prioridade e a disponibilidade orçamentária e financeira do município, mesmo com uma relação de vias priorizadas.

Ainda conforme o secretário, o foco da prefeitura neste segundo semestre é regularizar o serviço de tapa-buracos. Na sequência, a administração pretende manter uma rotina permanente de manutenção e iniciar o recapeamento das vias mais deterioradas, selecionadas com base em critérios técnicos, ampliando gradualmente esse tipo de intervenção ao longo da gestão da prefeita Adriane Lopes (PP).

De acordo com André, o recapeamento só pode ser executado em vias que possuam uma base asfáltica em condições adequadas. Por isso, a recuperação emergencial dos trechos mais críticos é a primeira etapa do cronograma. A expectativa é concluir o recapeamento dessas vias até 2028.

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