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Capital

Prefeitura diz que greve perdeu força e apenas 10% das escolas estão paradas

Por Michel Faustino | 22/06/2015 15:42
Professores permanecem na Avenida Afonso Pena em protesto pelo cumprimento da lei do reajuste. (Foto: Marcelo Calazans)
Professores permanecem na Avenida Afonso Pena em protesto pelo cumprimento da lei do reajuste. (Foto: Marcelo Calazans)

A prefeitura de Campo Grande emitiu nota afirmando que a greve dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) perdeu força e apenas 10% das escolas estão paradas, conforme levantamento da Semed (Secretaria Municipal de Educação). A paralisação chegou nesta segunda-feira (22) ao 28ª dia.

Segundo a Semed, das 94 escolas existentes no município, apenas 10 estão totalmente paradas. Os números são diferentes dos divulgados pelo ACP (Sindicato Campo-grandense de Profissionais da Educação).

Para o Sindicato, das 94 escolas, 30 estão funcionando normalmente, 55 de forma parcial e 13 aderiram totalmente a paralisação.

Segundo o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, os professores que estão trabalhando nas escolas em funcionamento estão precisando se submeter a jornada “excessiva” de trabalho.

“Os professores estão precisando trabalhar 13h ou mais, e quando falta o outro é pior ainda. Então isto é completamente desgastante”, completou.

Na tarde de hoje, os profissionais voltaram a interditar parcialmente a Avenida Afonso Pena, na altura do Paço Municipal, em forma de protesto. Nesta terça-feira (23) eles devem voltar à Câmara Municipal para pedir apoio dos vereadores e no período da tarde se encontram em assembleia na sede do sindicato para definir os rumos da greve.

Os professores pedem reajuste de 13,01%. O Executivo oferece 8,5%, porém prometeu uma nova contraproposta após ajustar a folha e reduzir o limite prudencial, em conformidade com a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Remuneração – Segundo a prefeitura, desde 2011, os professores obtiveram reajustes acumulados de 62,78%, três vezes acima da inflação, que no período ficou em 24,10%. Estes aumentos impactaram em 95% a folha de pagamento dos professores, que passou de R$ 20,7 milhões para R$ 40,4 milhões. O salário-base passou de R$ 1.564.06 para R$ 2.546,06 (de licenciatura).

Segundo o secretário de Administração, Wilson do Prado, praticamente desde a década de 1990, quando foi realizado o último concurso com vaga para normalista, a Prefeitura só contrata professores com nível superior. Desde 2008, com a entrada em vigor da lei complementar 20 (que institui o plano de cargos e carreiras do magistério), o salário do normalista é referência para fixar a remuneração dos professores com nível superior.

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