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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/08/2015 14:36

Prefeitura promete relançar licitação para revitalizar avenida em 30 dias

Michel Faustino
A previsão é de que a licitação seja relançada em até 30 dias. (Foto: Reprodução)A previsão é de que a licitação seja relançada em até 30 dias. (Foto: Reprodução)
A obra contempla além da canalização e a revitalização das margens do rio, o recapeamento da avenida Ernesto Geisel. (Foto: Reprodução)A obra contempla além da canalização e a revitalização das margens do rio, o recapeamento da avenida Ernesto Geisel. (Foto: Reprodução)

Adiada por conta de ajustes técnicos de ordem administrativa a licitação para as obras de revitalização da Avenida Ernesto Geisel deve ser finalmente relançada em até 30 dias, segundo prognostico da secretária-adjunta de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Kátia Moraes Castilho.

Inicialmente, a licitação estava prevista para acontecer no dia 19 de julho, no entanto, a princípio foi prorrogada para o dia 1º de julho, ficando em aberto até então.

Segundo Kátia, a prefeitura decidiu fazer uma readequação técnica, de ordem administrativa no certame, por isso houve o adiamento da abertura das propostas.

Ela não soube informar se essas mudanças elevaram o valor das obras, que até então estão orçadas em R$ 68 milhões e serão executadas em seis etapas.

A divisão em seis lotes deverá dar mais celeridade a obra, que na época da assinatura tinha previsão para ser entregue em 18 meses, a partir da ordem de serviço.

Projeto - O projeto final passou por uma série de ajustes ao longo dos seis anos de sua concepção e chegou a ser licitado e iniciado em 2012, na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), mas foi interrompido no ano seguinte, já que após a posse do prefeito cassado Alcides Bernal (PP), a construtora que deveria realizar a obra acabou sendo desligada do projeto.

A primeira versão, de 2008, previa intervenções pontuais com muro de contenção para conter a erosão nas margens no trecho até a avenida Manoel da Costa Lima. Como as margens não se estabilizaram e continuaram desbarrancando, a Caixa não aceitou o projeto.

Segundo os técnicos da Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação, esta situação decorreu do processo de impermeabilização do solo, gerado com a construção de novos empreendimentos e obras de pavimentação dos bairros localizados no entorno da bacia que desemboca no rio. A enxurrada ganhou velocidade, passou a chegar com mais rapidez ao leito do rio e, com isto, as margens começaram a desbarrancar e os transbordamentos ficaram mais frequentes.

Na alteração, encaminhada pela Prefeitura, foi prevista a execução da obra inteira no trecho entre a Rua Santa Adélia até a Avenida Campestre, no Aero Rancho. Esses ajustes foram necessários para garantir soluções definitivas e que também pudessem otimizar os gastos.

O projeto prevê a construção de muros laterais com placas de concreto e sistema gabião que permitirá a drenagem e a urbanização com grama, no trecho entre a rua Santa Adélia e a avenida Manoel da Costa Lima. Deste ponto até avenida Campestre, será executado um serviço de controle de água no canal, com escadarias, dissipadores e obras pontuais nos locais que recebem as águas da chuva que descem dos bairros localizados nas duas margens.

As obras de revitalização também contemplam recapeamento das duas pistas da avenida com readequação de largura, além da instalação de áreas de convivência com quadras de esportes, pista de caminhada e ciclovia nas margens do Rio Anhanduí.



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