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Processada por criar #vemcomigodandogloria, pastora diz que ação é cala-te boca

Além de pastora, missionária da Assembleia de Deus também foi processada e diz que só quer saída dele da presidência da igreja

Por Silvia Frias | 25/01/2021 13:25
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

“Isso é represália, um cala-te boca, está nos punindo para servir de exemplo”, disse a pastora Maria Izabel Rodrigues, em resposta ao processo movido pelo pastor Antonio Dionizio da Silva, 70 anos, líder da ADM (Assembleia de Deus Missões), de Campo Grande.

Maria Izabel e a missionária Raimunda Faria da Ponte Neta de Lima, conhecida na igreja como Branca Farias, são alvo de processo que inclui, ainda, o site www.conttei.com.br e o Facebook, relacionados a publicações que tratam da separação do pastor e o suposto adultério, situações que ficaram evidenciadas após publicação de vídeo, em que ele daria tapinhas na bunda de ex-funcionária da igreja, Gleicy Motta. Ela, aliás, seria a atual mulher dele, união que não é confirmada oficialmente pelos envolvidos à imprensa.

A reportagem conversou com a pastora Maria Izabel e com a missionária Branca Farias, que mantêm o que foi dito nos vídeos divulgados em suas respectivas páginas no Facebook, no dia 5 de janeiro. (Veja vídeos abaixo). As duas pedem a saída em definitivo do pastor da liderança da ADM, por conta do comportamento considerado vergonhoso e que expôs a igreja.

Pastora condena casamento e permanência de Dionízio na ADM (Foto/Reprodução)
Pastora condena casamento e permanência de Dionízio na ADM (Foto/Reprodução)

Maria Izabel foi ungida a pastora pelas mãos de Antônio Dionizio. Fez parte da ADM por 20 anos e, após divergências relacionadas ao ministério, saiu há 5 anos. Atualmente, faz pregações em casa e tem projeto social no Jardim Noroeste, onde pretende abrir sua própria igreja.

Mesmo não sendo mais membro a ADM, disse que se sente no direito de opinar sobre o caso por ser uma “embaixadora do evangelho”. Maria Izabel diz que os pastores e ministros tem o dever de levar a palavra de Deus. “A Bíblia abomina o adultério, aquele que se casar com adúltero, será sempre adúltero”, afirma. Por isso, defende a saída definida do pastor da liderança da igreja em vídeo que foi postado no dia 5 de janeiro, sob a #vemcomigodandogloria.

A pastora critica o tratamento desigual em que o caso é tratado, por se tratar da hierarquia máxima da ADM. “Pau que bate em Chico também tem que bater em Francisco”. Por isso, diz que o processo é foram de tentar calar qualquer levante contra o pastor. “Isso é inédito, uma pessoa levantar a voz e fazer a denúncia do jeito que eu fiz, não existe. Para ele é demais alguém levantar o seu soberano nome”, avalia.

 Dionizio já perdeu, em definitivo, a presidência da Conadems (Convenção dos Ministros das Assembleias no Estado de Mato Grosso do Sul), após eleição ocorrida no dia 12 de dezembro. Corre o risco de perder a presidência da ADM, em eleição prevista para dia 28 de dezembro.

Branca Farias diz que não se opõe ao casamento, mas pede saída de pastor (Foto/Reprodução)
Branca Farias diz que não se opõe ao casamento, mas pede saída de pastor (Foto/Reprodução)

Branca Farias disse que não se opõem ao casamento do pastor que, segundo ela, foi realizado, sendo de conhecimento de todos na igreja. Porém, é contra a permanência dele na igreja por conta do escândalo que envolveu a família dele e a ADM, que virou notícia em vários sites gospel. “Ele tem direito de se casar, tudo bem, só não tem direito de escandalizar o evangelho”, disse. No vídeo, também condena quem apoiar o novo casal. “Nosso problema não é a vida do pastor, não queremos nada que lembre a administração passada”.

A missionária ainda é membro da ADM e, no vídeo divulgado no dia 5 de janeiro, faz campanha para que ele saia da igreja. “Nossa luta é que saia jubilado, de cabeça erguida, já vez o que tinha que fazer e vá embora, vai viver, vá curtir sua namoradinha, sua esposa”.

A ação – O pastor Antônio Dionizio entrou com ação de obrigação de fazer, com tutela antecipada, pedindo que o Facebook retire os vídeos divulgados pelas duas mulheres e que o site conttei.com.br também apague as publicações. Também pede a retratação da pastora e da missionária pelo que foi dito.

Em caráter liminar, a Justiça de Campo Grande não determinou a retirada das publicações, mas mandou que os envolvidos sejam oficiadas para responder em prazo de 15 dias.

A reportagem entrou em contato com o pastor Antonio Dionizio sobre o processo, mas ele não respondeu ao questionamento.




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