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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

05/09/2018 09:21

Casa que PF vasculhou no Vilas Boas tem 10 moradores; 1 foi preso no local

Na residência foi cumprido mandado de busca e um rapaz foi preso em flagrante com armas, munições e drogas

Anahi Zurutuza e Mirian Machado
Casa no Vilas Boas onde rapaz de 22 anos foi preso (Foto: Marina Pacheco)Casa no Vilas Boas onde rapaz de 22 anos foi preso (Foto: Marina Pacheco)

Um dos endereços visitados pela PF (Polícia Federal), que na manhã desta quarta-feira (5) deflagrou a 3ª fase da Operação Ouro de Ofir, tinha ao menos 10 pessoas morando, sete adultos e três crianças. Na casa foi cumprido mandado de busca e um rapaz foi preso em flagrante com armas e munições.

Uma das vizinhas da família, que pediu para ter a identidade preservada, conta que a família se mudou para o endereço há cerca de um ano. “É uma casa que sempre movimento, vários carros estacionam aí na frente o pessoal senta na varanda”, conta.

A mulher conta que foi chamada pela PF para testemunhas a ação. “Eu vi que eles levaram extratos de banco, documentos e aí encontraram as armas”.

Além de duas armas apreendidas, agentes também localizaram o registro de um terceiro armamento, que não estava no local.

Na garagem da casa, há dois carros – um Chevrolet Celta e um VW Gol – e uma motocicleta Yamaha Fazer. Um carrinho de bebê e brinquedos espalhados pelo chão confirmam que crianças moram no imóvel.

Viatura chega à sede da PF com um preso na manhã desta quarta-feira (5) (Foto: Henrique Kawaminami)Viatura chega à sede da PF com um preso na manhã desta quarta-feira (5) (Foto: Henrique Kawaminami)

A operação – A primeira fase foi deflagrada em 21 de novembro de 2017, com as prisões de Sidinei, Celso Eder Gonzaga de Araújo e Anderson Flores de Araújo. Os dois últimos eram responsáveis pela operação Au Metal.

Nesta etapa, a polícia apontou 25 mil vítimas. Com o prosseguimento das investigações, a PF calculou que são 60 mil vítimas em golpes similares ao da SAP e Au Metal. Os três seguem presos.

Em 18 de abril deste ano, a segunda fase da Ouro de Ofir prendeu, em Brasília, Sandro Aurélio Fonseca Machado. De acordo com a investigação, ele se apresentava como sobrinho do ex-presidente José Sarney e emitiu cheques sem fundos com valor de R$ 2 bilhões.

A Ouro de Ofir investiga organização criminosa que vende ilusão: a existência de uma suposta mina de ouro cujos valores, repatriados para o Brasil, são cedidos, vendidos ou até mesmo doados mediante pagamento.

A vítima tem de fazer um investimento inicial para “ter direito a uma cota” deste dinheiro que seria repatriado. A maioria entrega aos golpistas cerca de R$ 1 mil com a promessa de no futuro fazer um resgate financeiro futuro de R$ 1 milhão.

Terceira fase - Nesta etapa, o alvo é o núcleo de Olodoaldo Arruda de Souza, responsável pela operação de crédito que leva o seu nome.

Até agora, três presos chegaram à sede da PF. Além de Olodoaldo, Adriana Aguiar Viana também seria alvo de um dos quatro mandados de prisão preventiva. O jovem de 22 anos, que estava na casa do Vilas Boas, foi preso em flagrante.

São no total 4 mandados de busca e apreensão. Além das armas, munições, droga e documentos, uma caminhonete Toyota Hilux também foi apreendida.

Policial federal tira de caminhonete apreendida documentos também recolhidos por equipes da operação (Foto: PF/Divulgação)Policial federal tira de caminhonete apreendida documentos também recolhidos por equipes da operação (Foto: PF/Divulgação)


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