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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

27/01/2017 12:22

Entre “satisfação” e desgaste, presidente da Agepen nega crime

Aline dos Santos e Yarima Mecchi
Stropa lamenta desgaste, mas exalta satisfação. (Foto: André Bittar)Stropa lamenta desgaste, mas exalta satisfação. (Foto: André Bittar)

Um dos alvos da operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa, lamentou o desgaste pela ação, que fez buscas em suas duas casas e local de trabalho, mas exaltou que será oportunidade de mostrar que é honesto.

“Vimos a ação com muita satisfação, é uma forma de esclarecer todo e qualquer problema. Tenho uma vida, uma carreira e uma família para honrar. Sempre fui uma pessoa honesta”, diz Stropa, que confidenciou aos jornalistas que até avalia se valeu à pena ser diretor-presidente da Agepen. No comando da agência desde abril de 2015, Stropa é advogado e juiz aposentado.

Nesta sexta-feira (dia 27), o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dele em Campo Grande e Dourados (onde mora sua esposa). De acordo com ele, nada foi localizado. “Meu dinheiro transita em contas bancárias”, afirma. À imprensa, ele relatou que denunciou irregularidades quando assumiu o comando da agência e não soube informar o período investigado. “Mando apurar, doa a quem doer”.

Sobre afastamento dos investigados, que inclui outros diretores da Agepen, Stropa diz que a decisão é do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). “Certamente, o governador vai avaliar se é conveniente ou não a minha permanência. Eu fico tranquilo”.

Durante a ação na Agepen, foi chamado um chaveiro para abertura de um cofre. Conforme Stropa, a chave estava com om diretor de operações, atualmente em férias. Desta forma, ele sugeriu que chamasse um chaveiro ou levasse o cofre apreendido.

 

Equipe do Gaeco passou a manhã na Agepen. (Foto: André Bittar)Equipe do Gaeco passou a manhã na Agepen. (Foto: André Bittar)
Coordenadora do Gaeco deixa Agepen após acompanhar operação. (Foto: André Bittar)Coordenadora do Gaeco deixa Agepen após acompanhar operação. (Foto: André Bittar)

Diretoria - Com sete mandados de busca e apreensão, a operação, batizada de GIRVE em alusão a um curso sob suspeita, mira a direção da Agepen. A ação apreendeu os celulares do presidente da agência e de diretores. Na residência de um deles, foi apreendido R$ 90 mil em dinheiro.

De acordo com nota do MPE (Ministério Público Estadual), foram alvos de “busca e apreensão os titulares da Presidência da AGEPEN, da Diretoria de Assistência Penitenciária (DAP), da chefia da Divisão de Estabelecimentos Penais (DEP), da Diretoria de Operações (DOP) e a Chefia de Divisão de Trabalho”.

Os cargos são ocupados por Gilson de Assis Martins (DAP), Reginaldo Régis (DOP), Mauro Levermann (DEP) e Rossandro Ramalho (Divisão do Trabalho).

Os mandados foram cumpridos nas residências dos diretores investigados, localizadas em Aquidauana, Dourados e Campo Grande, e no local de trabalho.

O Gaeco investiga irregularidades durante a realização do GIRVE – Curso de treinamento para intervenção rápida, contenção, vigilância e escolta do sistema penitenciário. O curso foi realizado em abril de 2016 na Capital o diretor-presidente nega irregularidade.

As ordens para busca e apreensão são do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, o Carlos Alberto Garcete de Almeida. São investigados os crimes de peculato, falsidade documental e corrupção. Com malotes, as equipes do Gaeco deixaram a Agepen, no bairro Coronel Antonino, ao meio dia. Parte do trabalho foi acompanhado pela promotora Cristiane Mourão, coordenadora do Gaeco. 

Corumbá - Na última segunda-feira (dia 23), a operação Xadrez cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, um de condução coercitiva e nove de prisão temporária.

A ação foi resultado de uma investigação por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção, peculato e falsidade documental em Corumbá, localizada a 419 quilômetros de Campo Grande. Foram presos os diretores dos presídios de regime fechado e aberto.



Vi, com extrema insatisfação, a ação do GAECO abrangendo a pessoa do Dr. Ailton Stroppa. Não somos amigos pessoais. Contudo, conheço-o desde que quando ainda militava na Magistratura, em decorrência de minha atuação Pericial no Estado de Mato Grosso do Sul. Pessoa ilibada e de uma conduta pessoal e profissional ímpar.
A toda evidência o Juízo autorizador da Mandado deve determinar toda averiguação necessária à identificação de eventuais crimes.
No entanto, a sistemática ação do Ministério Público em algazarrar suas diligências, fazendo um espetáculo midiático, nada contribui à eficiência de suas buscas e, sobretudo, acarreta a imposição de uma mácula irreversível à pessoa, em profundo desrespeito à sua história, forjada com anos de suor e retidão.
O MP deveria pautar-se pela discrição.
 
Helder Pereira de Figueiredo em 27/01/2017 15:52:49
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