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Interior

Mortos pelo Bope, primos eram procurados por execução com mais de 70 tiros

Dupla foi apontada como liderança do crime organizado baiano e ostentava penas que somavam quase 100 anos

Por Ana Paula Chuva | 29/05/2026 10:55
Mortos pelo Bope, primos eram procurados por execução com mais de 70 tiros
Daniel (à esquerda) e Ivan (à direita) ambos eram foragidos da Bahia (Foto: Reprodução)

Os dois homens que morreram na quinta-feira (28) após reagirem à abordagem do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) em Rochedo,  a 80 km de Campo Grande, carregavam uma ficha criminal de extrema violência, que somava quase 100 anos de condenações, e estavam com mandados de prisão em aberto por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e associação criminosa.

RESUMO

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Dois homens com mandados de prisão em aberto e condenações que somavam quase 100 anos morreram após reagirem a uma abordagem do Bope em Rochedo, a 80 km de Campo Grande. Daniel da Anunciação Barbosa, 20 anos, e Ivan da Anunciação de Jesus, 25 anos, eram líderes de uma facção criminosa que atuava no sul da Bahia e usavam Mato Grosso do Sul como rota de fuga. A dupla abriu fogo contra policiais e foi alvejada.

Identificados como Daniel da Anunciação Barbosa, de 20 anos, e Ivan da Anunciação de Jesus, de 25 anos, eles eram apontados como as principais lideranças de uma facção criminosa que domina o sul da Bahia e eram os principais suspeitos de uma execução em que a vítima foi assassinada com mais de 70 disparos de arma de fogo.

Durante a coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (29), o tenente-coronel e comandante do Bope, Rigoberto Rocha, explicou que os dois criminosos eram primos e pertenciam a uma espécie de "clã familiar" que comandava o tráfico de drogas, sequestros e homicídios nas cidades baianas de Nova Canaã, Iguaí e Ibicuí. Juntos, os mandados de prisão em aberto contra a dupla somavam penas que passavam dos 100 anos.

A dupla estava usando Mato Grosso do Sul como um "porto seguro" e rota de fuga. A polícia baiana já havia alertado que os primos tinham alta expertise em sobrevivência em áreas de mata e costumavam usar fardamentos militares para se esconder após cometerem os crimes.

As equipes do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e da 11ª Companhia Independente da PM (Polícia Militar) montaram um cerco em uma residência próxima a uma área de vegetação densa em Rochedo.

Ao perceberem a presença dos policiais, Daniel e Ivan tentaram correr para a mata. Ao perceberem que estavam completamente cercados, os criminosos decidiram abrir fogo contra os militares.

"Um deles apontou a arma em direção à equipe, que repeliu a agressão. Logo em seguida, o segundo passou a atirar contra os policiais e também foi alvejado. Ambos foram desarmados e socorridos, mas não resistiram", explicou Rocha.

Vídeo mostra o momento em que policial do Bope passa por estrada de terra seguido por viatura atrás dos suspeitos. (Veja abaixo).

Histórico

Entre os crimes atribuídos aos primos está um triplo homicídio que envolveu adolescentes no interior da Bahia, além de sequestros e cárcere privado. A suspeita principal que pesava sobre eles antes da fuga para o Centro-Oeste era justamente a execução com mais de 70 tiros em 5 de outubro de 2025.

O crime aconteceu em Iguaí (BA), no sudoeste da Bahia. A vítima tinha 30 anos e foi identificada como Igor Nunes Gonzaga e, segundo a Polícia Militar da cidade, ele foi abordado por sete homens que estavam em uma caminhonete branca. Ele foi atingido por tiros de pistola calibre 380 e fuzil. Ele também tinha sinais de atropelamento.

No sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Daniel possuía três mandados de prisão preventiva em aberto por tráfico, associação criminosa e homicídio qualificado. Já Ivan tinha dois mandados pelos mesmos crimes, além de ocultação de cadáver, e já acumulava passagens anteriores por roubo e tráfico de drogas na Bahia.

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul reforçou que a ação seguiu todos os parâmetros de legalidade e proporcionalidade, e que o desfecho fatal ocorreu estritamente devido à reação violenta dos alvos. O caso foi registrado na Polícia Civil e o armamento utilizado pelos criminosos foi apreendido para perícia.

Mortos pelo Bope, primos eram procurados por execução com mais de 70 tiros
Revólveres apreendidos com primos durante abordagem (Foto: Divulgação)


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