“Nem eu acredito, mas é verdade”, garante jovem que atropelou onça-parda
João diz que deu de cara com animal, que pulou na frente da moto enquanto ele seguia para Santa Rita do Pardo
“Nem eu acredito, mas é verdade”, diz João Marcos Lopes, de 23 anos, após se envolver em um acidente de moto com uma onça-parda, nesta quinta-feira (23). O jovem conta que seguia para Santa Rita do Pardo, pela antiga estrada Transparaná, quando o animal silvestre surgiu na pista.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Jovem de 23 anos colidiu com uma onça-parda em estrada no Mato Grosso do Sul na quinta-feira (23). João Marcos Lopes trafegava a 80 km/h pela antiga estrada Transparaná quando o animal atravessou a pista. Após o impacto, o animal morreu e o condutor não acionou autoridades. A PMA informou que só soube do caso pela imprensa e que não realiza recolhimento de animais mortos em estradas vicinais.
Morador de Ribas do Rio Pardo, João afirma que passou pelo trecho entre 11h40 e 12h. Segundo ele, não costuma utilizar a rota com frequência, mas decidiu passar por ali ontem. “Por incrível que pareça, aconteceu isso de bater na onça”, relatou.
- Leia Também
- Jovem jura ter sido atacado por onça-parda em trecho rural da MS-340
- De predadora a estrela, onça viva rende até 52 vezes mais ao turismo no Pantanal
“Eu estava vindo normal, como todo mundo anda em estrada, acho que a uns 80 km/h, em uma XT 600 que tenho, e a onça pulou na frente da moto. Não deu tempo de nada, ela pulou na cara da moto mesmo”, descreveu.
O motociclista diz que, apesar de não haver vegetação densa às margens da estrada, não conseguiu ver o animal antes do impacto. “Acho que ela devia estar deitadinha ali, sei lá o que estava fazendo, mas deve ter se assustado com o barulho da moto”, afirmou.
Com a colisão, João foi lançado da moto. Ele conta que aguardou a poeira baixar para entender o que havia atingido. “Fiquei com medo lá atrás. A poeira não baixava para eu ver se era uma onça ou não. Fiquei receoso de chegar perto e ela pular em mim”, disse.
A reportagem questionou a veracidade do vídeo registrado após o acidente, mas o jovem garantiu que não se trata de montagem. “Foi verdade. Nem eu acredito, mas é verdade. Que susto foi na hora. Fiquei com medo de me machucar”, contou. Apesar do ocorrido, ele diz que pode voltar a passar pela estrada, embora com receio.
Com o impacto, a onça-parda morreu. João afirma que não acionou a PMA (Polícia Militar Ambiental) nem outro órgão. Segundo ele, o corpo do animal permaneceu no local.
Ao Campo Grande News, a major da PMA, Tamara de Brito Moura , informou que o órgão não recebeu acionamento sobre o caso e só teve conhecimento após contato da reportagem. “Geralmente, não fazemos o recolhimento de animal morto. A PMA só realiza retirada quando há interesse para taxidermia, não sendo nossa competência remover carcaças”, explicou.
A major acrescenta que o resgate é feito apenas quando o animal ainda está vivo. “Em rodovias, às vezes a CCR ou a PRF faz a retirada para evitar novos acidentes, mas em estrada vicinal isso não ocorre”, detalhou.
Tamara também destacou que, em casos com indícios de morte intencional, a Polícia Civil pode abrir investigação.
Já o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) informou que não possui protocolo específico para situações como essa, mas ressaltou a importância dos registros para estudos. “A última onça atropelada foi recolhida pela UFMS”, disse, em referência a um caso registrado no sábado (19), na BR-262.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

