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Interior

“Nem eu acredito, mas é verdade”, garante jovem que atropelou onça-parda

João diz que deu de cara com animal, que pulou na frente da moto enquanto ele seguia para Santa Rita do Pardo

Por Geniffer Valeriano | 24/04/2026 12:10

“Nem eu acredito, mas é verdade”, diz João Marcos Lopes, de 23 anos, após se envolver em um acidente de moto com uma onça-parda, nesta quinta-feira (23). O jovem conta que seguia para Santa Rita do Pardo, pela antiga estrada Transparaná, quando o animal silvestre surgiu na pista.

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Jovem de 23 anos colidiu com uma onça-parda em estrada no Mato Grosso do Sul na quinta-feira (23). João Marcos Lopes trafegava a 80 km/h pela antiga estrada Transparaná quando o animal atravessou a pista. Após o impacto, o animal morreu e o condutor não acionou autoridades. A PMA informou que só soube do caso pela imprensa e que não realiza recolhimento de animais mortos em estradas vicinais.

Morador de Ribas do Rio Pardo, João afirma que passou pelo trecho entre 11h40 e 12h. Segundo ele, não costuma utilizar a rota com frequência, mas decidiu passar por ali ontem. “Por incrível que pareça, aconteceu isso de bater na onça”, relatou.

“Eu estava vindo normal, como todo mundo anda em estrada, acho que a uns 80 km/h, em uma XT 600 que tenho, e a onça pulou na frente da moto. Não deu tempo de nada, ela pulou na cara da moto mesmo”, descreveu.

O motociclista diz que, apesar de não haver vegetação densa às margens da estrada, não conseguiu ver o animal antes do impacto. “Acho que ela devia estar deitadinha ali, sei lá o que estava fazendo, mas deve ter se assustado com o barulho da moto”, afirmou.

Com a colisão, João foi lançado da moto. Ele conta que aguardou a poeira baixar para entender o que havia atingido. “Fiquei com medo lá atrás. A poeira não baixava para eu ver se era uma onça ou não. Fiquei receoso de chegar perto e ela pular em mim”, disse.

A reportagem questionou a veracidade do vídeo registrado após o acidente, mas o jovem garantiu que não se trata de montagem. “Foi verdade. Nem eu acredito, mas é verdade. Que susto foi na hora. Fiquei com medo de me machucar”, contou. Apesar do ocorrido, ele diz que pode voltar a passar pela estrada, embora com receio.

Com o impacto, a onça-parda morreu. João afirma que não acionou a PMA (Polícia Militar Ambiental) nem outro órgão. Segundo ele, o corpo do animal permaneceu no local.

Ao Campo Grande News, a major da PMA, Tamara de Brito Moura , informou que o órgão não recebeu acionamento sobre o caso e só teve conhecimento após contato da reportagem. “Geralmente, não fazemos o recolhimento de animal morto. A PMA só realiza retirada quando há interesse para taxidermia, não sendo nossa competência remover carcaças”, explicou.

A major acrescenta que o resgate é feito apenas quando o animal ainda está vivo. “Em rodovias, às vezes a CCR ou a PRF faz a retirada para evitar novos acidentes, mas em estrada vicinal isso não ocorre”, detalhou.

Tamara também destacou que, em casos com indícios de morte intencional, a Polícia Civil pode abrir investigação.

Já o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) informou que não possui protocolo específico para situações como essa, mas ressaltou a importância dos registros para estudos. “A última onça atropelada foi recolhida pela UFMS”, disse, em referência a um caso registrado no sábado (19), na BR-262.

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