Taxista é preso com milhares de cédulas falsas e diz que era para ritual sagrado
Boliviano estava em Corumbá; dinheiro não foi contabilizado, mas estima-se que está "na casa dos milhões"

Agentes da Receita Federal em Corumbá e a Polícia Militar apreenderam milhares de cédulas falsas de reais e dólares procedentes da Bolívia, durante abordagem de rotina no Posto Esdras, na noite deste sábado. O taxista alegou que dinheiro seria usado em ritual de gratidão à Pachamama (Mãe Terra).
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A Receita Federal e a Polícia Militar apreenderam grande quantidade de cédulas falsas de reais e dólares na fronteira com a Bolívia, em Corumbá. O dinheiro era transportado por um taxista boliviano, que afirmou que as notas seriam usadas em um ritual tradicional andino. O motorista declarou que as cédulas foram impressas em Santa Cruz de La Sierra e seriam distribuídas a comerciantes bolivianos. A Receita Federal não contabilizou o montante, mas estima que alcance a casa dos milhões. O caso foi encaminhado à Polícia Federal.
O dinheiro era transportado por um taxista boliviano, cujo nome não foi divulgado. Ele disse às autoridades que o dinheiro foi impresso na cidade de Santa Cruz de la Sierra, distante 600 km da fronteira Brasil-Bolívia, e seria distribuído aos bolivianos que trabalham nas feiras livres de Corumbá.
O taxista alegou que as cédulas falsas seriam utilizadas em um ritual tradicional do povo andino, que envolve o enterro de oferendas com pedidos de prosperidade e gratidão à Pachamama (Mãe Terra). Segundo registros, no entanto, a cerimônia ancestral ocorre no mês de agosto.

Milhões - Alegando número limitado de servidões no plantão noturno na aduana e a grande quantidade de cédulas, a Receita Federal informou que não foi feita a contagem do dinheiro apreendido. “Dado o grande volume, pode-se estimar que esteja na casa dos milhões”, adiantou.
Em nota, o órgão federal esclareceu que, embora as tradições culturais e religiosas devam ser respeitadas, “nenhuma prática que envolva crimes contra a ordem econômica e financeira pode se sobrepor às leis brasileiras”. De acordo com o Código Penal Brasileiro, a falsificação de moeda é crime, com pena de reclusão de três a doze anos, além de multa.
Diante dos fatos, o taxista foi encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Corumbá, que ficará responsável pela condução do inquérito e do processo criminal.
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