A chácara da rua Maracaju era o centro da venda de touros
Onde funcionou o supermercado Extra, na rua Maracaju, até há pouco tempo, esse era o endereço onde vendiam os melhores touros existentes no Mato Grosso do Sul. Os “toureiros”, vendedores desse animal, percorriam um longo percurso, quase inacreditável. O trem que trazia os animais de melhor qualidade, inexistentes nesta região, saia de Uberaba (MG) indo até Campinas (SP), depois até Marília (SP), para então embarcar para Bauru (SP) e de lá até Campo Grande. Chegavam estropeados, magros… Esse negócio só mudaria com a chegada dos leilões.
O “Autonomista” do nelore.
O primeiro lote de gado nelore, gado que conquistou a excelência, chegou no Mato Grosso do Sul vindo da fazenda Indiana, em Taubaté (SP). O comprador foi Leonardo Correa da Silva, que ficou conhecido como “Vovô Autonomista"”. Ele era dono de uma fazenda onde hoje é um bairro, levando seu apelido.
De gado ruim para “melhor do mundo”.
Desde a primeira boiada, criada pelos jesuítas de Aquidauana, até a época dos touros vendidos na rua Maracaju, a vaca do Mato Grosso do Sul era pequena, de má qualidade. O caminho foi longo e difícil. Os pecuaristas, por muitas décadas, debateram qual era o melhor boi para ocupar o espaço do “tucura”, o boi original desta região. Até 1.962, o nelore da Índia era creditado como melhor que seus filhos do MS. Com orgulho, os pecuaristas locais, à partir dos anos 1960, passaram a acreditar que os descendentes do MS tinham galgado o ranking de “melhor do mundo”. Não faço a menor ideia sobre a veracidade dessa afirmação. Não tenho parâmetros para pesquisá-la.
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