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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018


24/06/2018 13:07

Em partida acirrada Japão empata com Senegal por Dois a Dois

Em Campo Grande, japoneses e descendentes não torcem pelo país de origem, mas se reúnem para ver Brasil jogar

Mirian Machado
Senegal e Japão lideram a chave com quatro pontos cada (Divulgação/AFP)Senegal e Japão lideram a chave com quatro pontos cada (Divulgação/AFP)

Apesar de estar acontecendo um evento esportista mundial envolvendo diversos países inclusive a seleção do Japão, aqui no estado, japoneses e descendentes não torcem pelo país de origem. Eles alegam que são brasileiros até o fim. Na manhã deste domingo (24) inclusive foi o segundo jogo do Japão que empatou com Senegal em dois a dois.

Com a partida acirrada Senegal iniciou o jogo com um gol do artilheiro Sabaly aos dez minutos do primeiro tempo. Aos 33 minutos Japão empatou com gol de Inui no canto esquerdo do gol. Já no segundo tempo Senegal virou o jogo e fez mais um gol. Com bola passada por Niang, Wagué chuta forte para o gol.

Pouco mais de 10 minutos para fim de jogo, Honda aproveita que a zaga de Senegal se enrolou no cruzamento de área e a bola passa pelo goleiro e o jogo terminou em empate.

Desde o primeiro jogo da seleção japonesa na Copa do Mundo foi quase impossível achar algum japonês assistindo o jogo. No primeiro jogo Japão ganhou de dois a um da Colômbia e ainda assim é difícil achar alguém curtindo a vitória, muito menos se reunindo.

Neste domingo (24) o Campo Grande News percorreu alguns locais como a Associação Okinawa de Campo Grande, mas como há neste mesmo dia a festa de Arraia deles a concentração por lá é na preparação da festa. Já a Associação Nipo Brasileira de Campo Grande estava fechada.

No clube de Campo da Nipo na saída pra Três Lagoas encontramos um grupo que jogava tênis. No local tem uma televisão, mas os jogadores garantem que foram para jogar, mas como estava passando a seleção resolveram assistir.

“Somos em 80 jogadores de tênis treinamos e jogamos por lazer também. Viemos para jogar como fazemos todo fim de semana. Só nos reunimos para assistir futebol quando a seleção brasileira joga. Somos brasileiros. Torço pelo Brasil, se o Japão ganhar bem”, brinca o agropecuarista Antônio Mitsuyasu de 60 anos.

 

Grupo de descendentes de imigrantes japoneses reunidos no Clube de Campo da Associação Nipônica (Paulo Francis)Grupo de descendentes de imigrantes japoneses reunidos no Clube de Campo da Associação Nipônica (Paulo Francis)

Segundo Mitsuyasu, a seleção japonesa de futebol não é tão boa, mas é uma das melhores da Ásia. “Na quarta-feira mesmo devemos nos reunir, vamos até fazer um almoço para assistir o Brasil jogar deve vir de 40 a 50 pessoas porque é dia de semana então é complicado vir todo mundo”, afirmou.

No primeiro jogo a reportagem falou com Acelino Nakasato, 68 anos, que já presidiu a Associação Nipo-brasileira e ele explicou que a ausência de torcida acontece porque culturalmente os nipônicos, ao contrário dos brasileiros, evitam esse tipo de aglomeração, e muito menos deixariam os afazeres em troca do futebol.

No clube, são cerca de 80 jogadores de tênis, inclusive nos próximos dias, 12 pessoas vão para uma competição em Cotia. “O esporte oficial no Japão é o beisebol, nós também jogamos beisebol. Tênis é mais por hobby”, conclui o agropecuarista.



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