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Campo Grande, Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

09/01/2017 12:35

Fechamento de empresas cresce 21%, mas abertura de filiais se destaca

Renata Volpe Haddad
Fechamento de empresas em 2016 cresceu 21% em MS. (Foto: Fernando Antunes)Fechamento de empresas em 2016 cresceu 21% em MS. (Foto: Fernando Antunes)

Em 2016, o número de empresas extintas em Mato Grosso do Sul cresceu 21%, em comparação com o ano anterior. Mas em contrapartida, um segmento que cresceu no ano passado foi o de filiais, registrando aumento de 8,2% e mostrando que virou tendência, conforme dados divulgados pela Jucems (Junta Comercial de MS).

Sobre o número de filiais, foram constituídas 1.132 em 2016, sendo 98 em dezembro, maior registro desde 2009. Se comparado com dezembro de 2015, houve crescimento de 345%. 

De acordo com o presidente da Jucems, Augusto César Ferreira, a avanço na abertura de filiais no Estado mostra que mais pontos estão sendo colocados à disposição da sociedade. "Os números de 2016 superaram os de 2015 e mostram que o empresário está ampliando os negócios além da sede. Isso é um ponto positivo para Mato Grosso do Sul", informa.

Sobre o número de empresas constituídas, os dados apontam que houve queda de 2,8% no ano passado, passando de 5.921 empresas abertas em 2015 para 5.750. Em 10 anos, esse é o menor número de abertura de empreendimentos constituídos.

Para Ferreira, os resultados mensais foram favoráveis à economia, já que em dezembro de 2016, o número de criação de empresas foi o maior dos últimos quatro anos, se comparado com o mesmo mês. "A queda não é significativa para o Estado e consideramos um resultado positivo, pois mostra que a economia de Mato Grosso do Sul vem se mantendo consistente", explica.

Empresas falidas - Em 2016, houve crescimento de 21% no fechamento de empresas em Mato Grosso do Sul. Em 2015, 2.191 empresários fecharam as portas, e no ano passado, o número saltou para 2.670. Só em dezembro, 245 empreendimentos faliram, maior número em seis meses.

Conforme o presidente da Jucems, o número reflete o cenário econômico. "Ao mesmo tempo em que temos um número bom na abertura de empresas, temos esses fechamentos, e isso reflete no cenário econômico brasileiro".

Sobre os segmentos que mais fecharam em 2016, Ferreira explica que os dados ainda estão sendo levantados e serão apresentados até quinta-feira (12). "Até novembro, tínhamos um número grande de lojas de roupas fechando as portas, mas precisamos ver se isso continuou em dezembro e vamos levantar os dados até quinta-feira".



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