17/10/2019 19:13

Moradia é principal reivindicação dos indígenas em Campo Grande

Lideranças das aldeias urbanas participaram de reunião com representantes da Câmara nesta quinta-feira (17)

Maressa Mendonça e Fernanda Palheta
Reunião para debater orçamento de 2020 com a participação de indígenas de Campo Grande  (Foto: Divulgação)Reunião para debater orçamento de 2020 com a participação de indígenas de Campo Grande (Foto: Divulgação)

A regularização dos terrenos e construção de moradias estão entre as principais demandas dos indígenas em Campo Grande. Outros pedidos são a revitalização da oca Marçal de Souza e organização dos centros comunitários e reativação da rádio comunitária. Estas reivindicações foram apresentadas durante reunião realizada nesta quinta-feira (17), entre lideranças e representantes da Câmara Municipal para debater o orçamento do próximo ano.

De acordo com o vereador Eduardo Romero (REDE), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Casa de Leis, parte das reivindicações já estavam previstas e outras serão transformadas em emenda para o orçamento do próximo ano. “O que a gente precisa é instrumentalizar a sociedade com as informações técnicas e caminhos jurídicos, ou seja, quais pontos a lei garante para cadas grupo, cada comunidade e como a gente cobra isso do poder público”.

Romero disse ainda, enquanto relator do orçamento, ser este “um momento muito bacana para o exercício da cidadania”. Opinião semelhante foi dada pelo o coordenador de assuntos indígenas de Campo Grande, João Carlos Brazil, a reunião é motivo de comemoração. “É a primeira vez que os indígenas vão discutir o orçamento, é inédito, vamos tratar de moradia, saúde e cultura indígena”, comentou ele antes do encontro ter início.

A preocupação é que a população indígena na área urbana está aumentando. Hoje são 14 aldeias urbanas e 17 mil indígenas na cidade. Ao todo, 12 lideranças indígenas, vários caciques e duas cacicas participaram da reunião.

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