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02/09/2015 06:00

Universidade Católica troca de comando pela primeira vez

Edivaldo Bitencourt

Mudança – A UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) vai trocar de reitor pela primeira vez em 22 anos de história. Criada em 1993, a partir da FUCMAT, a instituição substituirá o padre José Marinoni pelo padre Ricardo Carlos. Marinoni vai para Brasília atuar na Cisbrasil.

Oposição – A oposição ao prefeito Alcides Bernal (PP) foi reduzida de forma drástica na Câmara Municipal. Da maioria absoluta, com 23 dos 29 vereadores em 2013, o grupo oposicionista foi reduzido a pó após as operações da Polícia Federal e do Gaeco.

Mais forte – No retorno ao comando da prefeitura, Bernal ficou mais forte no legislativo. Além de ter mais do que seis aliados, ele passou a ver os adversários a se identificar como “independente” no legislativo municipal.

Emblemática – A conversão mais emblemática é a do médico Eduardo Cury (PTdoB). De adversário ferrenho do prefeito, ele passou a ser um aliado quase estratégico. No discurso de posse, ontem, ele prometeu “abraçar Campo Grande” e ajudar Bernal a resolver os problemas da cidade.

Titulares – O prefeito da Capital ainda não nomeou nove secretários municipais. Continuam vagos cargos importantes, como os titulares das secretarias de Educação, Obras, Assistência Social, Desenvolvimento Econômico e Segurança Pública.

Certos – O major do Corpo de Bombeiros, Luidson Noleto, é nome certo para a vaga de Valério Azambuja na Secretaria de Segurança Pública. A chefia de gabinete deve ficar com o delegado Valmir Moura Fé. Darleng Campos deve retornar para a Sedesc.

Incógnita – O grande mistério é o nome do novo secretário municipal de Infraestrutura. Com a saída de Semy Ferraz, que é do PT e esteve com Bernal desde a campanha, deixou um vácuo na administração progressista. Ele não volta porque deixou o PT e faz parte do grupo, segundo a PF, que articulou a cassação de Bernal.

Decisão - O deputado estadual Eduardo Rocha afirmou que os vereadores do PMDB vão decidir se serão base, oposição ou independentes na gestão de Bernal. Ele ressaltou que o prefeito precisa adotar uma nova postura desta vez. “Espero que ele tenha mudado, não se achar o soberano, senão vai brigar com todo mundo de novo”, aconselhou.

Sonho - O deputado Amarildo Cruz afirmou que ainda é cedo para o PT avaliar se pode no futuro, fazer uma chapa com Bernal em 2016. Ele lembrou que o partido precisa fazer discussão interna antes de definir qualquer posição, e que neste momento tudo não passa de suposição.

Própria – Já o deputado estadual Pedro Kemp disse que é importante o PT ter candidatura própria a prefeitura. Para Cabo Almi, isso depende muito de como Bernal vai administrar a cidade. Se ele estiver em condições de obter a reeleição, o PT pode indicar o candidato a vice-prefeito na chapa de Bernal

(colaboraram Alan Diógenes e Leonardo Rocha)

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