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Meio Ambiente

Contido após 20 horas, trabalho agora é para fogo não reacender em reserva

Incêndio foi controlado esta tarde na RPPN Novos Dourados, onde equipe mantém monitoramento para impedir reacendimento das chamas

Por Lucia Morel | 26/09/2020 17:23
Combate durou 20 horas, entre ontem e hoje, sendo contido esta tarde. (Foto: Governo de MS)
Combate durou 20 horas, entre ontem e hoje, sendo contido esta tarde. (Foto: Governo de MS)

Bombeiros, brigadistas e voluntários atuaram por cerca de 20 horas para tentar combater fogo na RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Eliezer Batista (Novos Dourados), durante a sexta-feira (25) e madrugada deste sábado (26), na região da Serra do Amolar, Pantanal de Corumbá.

Apesar de contido nesta tarde, fagulhas podem reacender e alcançar parte da mata não atingida. Segundo o presidente do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), coronel Ângelo Rabelo, ainda não é possível mensurar a destruição causada pelo fogo no local, bem como a dimensão da área afetada.

No entanto, avaliou que, considerando ser uma região de extrema importância para a proteção da biodiversidade do bioma, os impactos são irreversíveis, especialmente para a abundante fauna que habita o Amolar.

“O esforço agora é impedir que o fogo atinja as reservas ao lado, da Penha e do Acurizal. Para isso estamos reforçando a equipe de combate com mais cinco brigadistas do Ibama”, informou.

O combate foi feito entre ontem e a madrugada de hoje, totalizando 20 horas ininterruptas de serviço por pelo menos 30 combatentes. O incêndio na RPPN, de 12,6 mil hectares, teria ocorrido no pé da morraria que margeia o Rio Paraguai, saiu em direção à sede da reserva e desviou com a mudança do vento de volta a morraria.

O fogo mantinha-se ativo até a tarde deste sábado circundando os morros. Os bombeiros observaram muitos animais fugindo das chamas, dentre eles dois cervos. Agora, parte da equipe se manteve no local para monitoramento da área queimada, para impedir que fagulhas dêem reinício ao fogo.

A ação que exigiu esforço físico extremo dos bombeiros, brigadistas e voluntários faz parte da Operação Pantanal II, uma força-tarefa criada pelo Governo do Mato Grosso do Sul para combater, controlar e monitorar os focos de calor que ressurgiram na região, situada ao Norte de Corumbá e próxima à divisa do Estado com Mato Grosso.

Ação rápida – Segundo o governo do Estado, a rápida ação para combater o incêndio na RPPN foi possível pela iniciativa da funcionária da reserva, Keli Monique Silva, que pediu socorro pelo rádio transmissor. Seu alerta foi captado pela lancha do IHP, que administra a reserva.

Os bombeiros de MS e PR que estão na região desde terça-feira foram os primeiros a chegar a  reserva, depois dos brigadistas do Ibama que passavam pelo local no momento em que o fogo se propagava.

Neste sábado, uma segunda equipe de bombeiros seguiu para a reserva, deslocando-se da RPPN Acurizal, onde montaram base, a uma distância de 45 km pelo rio. Uma viagem dificultada pela pouca visibilidade devido densa fumaça.

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