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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

02/12/2013 18:11

CPI conclui que Gisa não funciona na Capital e está cheio de irregularidades

Zemil Rocha e Zana Zaidan
Presidente da CPI vê incapacidade na empresa contratada (Foto: Marcos Ermínio)Presidente da CPI vê "incapacidade" na empresa contratada (Foto: Marcos Ermínio)

A CPI da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado concluiu, em seu relatório final, que o Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde), contratado em 2008, por R$ 10 milhões, não funciona e está cheio de irregularidades. “O Gisa não funciona em hipótese alguma”, afirmou o relator da CPI, deputado Junior Mochi (PMDB). O relatório final do foi aprovado pelo relator da CPI, Amarildo Cruz (PT), que deu voto em separado discordando apenas sobre a necessidade indiciar 8 nomes envolvidos na implantação do Gisa, além do ex-diretor do HU (Hospital Universitário), José Carlos Dorsa, e de Adalberto Siufi, ex-proprietário da Neorad. 

Nunca colocado em prática no sistema municipal de saúde de Campo Grande, o Gisa deveria ter 12 módulos em funcionamento, mas apenas quatro foram efetivamente implantados e mesmo assim insatisfatoriamente.

Moch disse que todos os serviços previstos no contrato entre Telemídia e a Prefeitura não estão funcionando, apesar do secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, e o presidente do Instituto Municipal de Tecnologia e Informática terem garantido, durante depoimento à CPI, que o Gisa estava atendendo à demanda. “A CPI conclui que o Gisa não atende”, declarou o parlamentar.

Em nota, o ex-prefeito Nelsinho Trad, secretário estadual de Articulação com os Municípios, também ressaltou que o programa funciona. Na Capital, 28 postos de saúde estão em condições de agendar consultas por meio do programa. O projeto só não avançou porque a atual administração não tem interesse em dar continuidade.

Os deputados da CPI da Saúde constataram que o agendamento de consultas, uma das principais motivações para o contrato do Gisa, não funciona. O treinamento do pessoal que ficaria responsável pelo controle do sistema “não foi feita de forma adequada”, conforme o presidente da CPI.

Há suspeitas de irregularidades quanto à capacidade da empresa Telemídia de prestar os serviços a que se propôs. Um dos motivos é a demora na implantação do sistema. “O contrato inicial previa 12 meses para implantação, mas já foi prorrogado para 48 meses e mesmo assim não é plenamente oferecido, o que só comprova a incapacidade da empresa”, disse Amarildo.

Os dados levantados pela CPI sobre a licitação e execução do Gisa serão encaminhado para o Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) para a apuração de eventuais responsabilidades civis e criminais.

 



Quem foi ou é o responsável pelo GISA (Gerenciamento de Informações da Saúde) ? Gente, esse povo pensa que o dinheiro do contribuinte é capim. O que não faria um cidadão comum com 10 milhões nas mãos? Faria muita coisa. Quando vemos que não tem nem remédios nos postos de saúde das UPAS dessa cidade não é de procurar pelo responsável e botá-lo na cadeia? Cade as entidades responsáveis por fiscalização do dinheiro público? Veja se você entende: A semana passada um indivíduo entrou num mercado e pegou algumas coisas e quando abordado por um policial que estava no mercado , reagiu o ladrão, e reagiu o policial e o ladrão levou a pior e foi morto. Porque? Porque ninguém tem o direito de roubar e ficar por isso mesmo. E os maus gestores da coisa pública não tem que pagar por sumir 10 milhões?
 
João Alves de Souza em 02/12/2013 20:06:20
Só que isso foi do relatório do Amarildo e não o relatório final, lido pelo Junior Mochi, que é o que será apresentado aos órgãos competentes. O Amarildo é tendencioso demais... não dá pra confiar, a começar pelo partido dele.
 
João Ferreira em 02/12/2013 18:24:53
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